“Agora podemos ajudar as pessoas”, diz fotógrafo curado da covid-19

“Agora podemos ajudar as pessoas”, diz fotógrafo curado da covid-19

Marcela Paes

13 de maio de 2020 | 00h38

FOTÓGRAFO ANDRÉ LIGEIRO – FOTO: ALEXANDRE VIRGÍLIO

André Ligeiro acompanhou dia a dia o julgamento do STF que derrubou a norma que restringia a doação de sangue por homossexuais. A votação virtual começou no dia 1º de maio e se estendeu até o dia 8. O fotógrafo tem especial interesse na questão: curado da covid-19, ele tentou, no início de abril, doar seu plasma para a pesquisa de tratamento do vírus. Mas foi proibido de fazer a doação por ser gay.

“Fiquei muito feliz. Agora poderemos ajudar as pessoas como qualquer heterossexual pode”, diz ele, que após a negativa, chamou a atenção para a questão em suas redes sociais. “Tanta gente não sabia dessa proibição. Cada mobilização ajuda e espero ter contribuído de alguma forma na decisão”.

A norma foi considerada , diz fotógrafo curado da covid-19 inconstitucional por um placar de 7 x 4 votos. Argumentos como “discriminação injustificável e inconstitucional” e “não atendimento ao princípio constitucional da proporcionalidade” foram usados pela maioria dos magistrados do Supremo.

Ligeiro espera agora que a nova regra seja implantada antes de tentar novamente. Para doar o plasma em testes de novos tratamento do coronavírus, é necessário que a pessoa faça a coleta uma vez por semana pelo período de um mês. “É um compromisso trabalhoso, mas farei com prazer”.
/MARCELA PAES

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