“Agora, mais do que nunca, nossa vitrine é a tela do celular”, diz Alexandre Birman, que triplicou vendas no e-commerce na pandemia

“Agora, mais do que nunca, nossa vitrine é a tela do celular”, diz Alexandre Birman, que triplicou vendas no e-commerce na pandemia

Sonia Racy

19 de agosto de 2020 | 00h44

ALEXANDRE BIRMAN – FOTO: LU PREZIA

Qual o segredo de vender quando o mantra da pandemia é… “fique em casa”? Alexandre Birman – com 25 anos no ramo – avalia que “as pessoas gostam de comprar, de se olharem no espelho e se sentirem bem”. Observou, entretanto, que nesses tempos de covid-19 as mulheres pararam de comprar saltos, e migraram para mules, rasteiras, slides, tênis… A Arezzo&Co, conta o empresário à coluna, passou a lançar, a cada 15 dias, coleções virtuais pelo YouTube para uma base de 10,2 milhões de contatos cadastrados.

Birman não fez home office na pandemia, nem parou de viajar a trabalho. Ao contrário, optou por trabalhar sozinho no escritório do grupo, na Av. Berrini. “Bom pra minha cabeça, me senti mais produtivo”. Deu certo sua concentração: as vendas no e-commerce triplicaram na pandemia, a exemplo do que ocorreu com outros segmentos que apostaram no online.

O empresário não revela valores gastos na estratégia digital. “Foram investimentos agressivos”, resume. Acaba de inaugurar o hub ZZ Digital na sede do grupo em Campo Belo (RS). “Agora, mais do que nunca, nossa vitrine é a tela do celular”, explica Birman. Também ampliou o setor de logística e contratou “mais que o dobro de gente” para atendimento no SAC – que agora conta com 250 pessoas.

E adotará em setembro o modelo marketplace – no qual marcas parceiras poderão vender por meio de sua plataforma digital. “É uma realidade (a venda remota) que veio pra ficar. Mas nossa ideia é manter as lojas físicas”. Das 750 no País, mais de 500 já foram reabertas. O grupo, com sete marcas, tem 2,3 mil funcionários.

Na vida pessoal, sobra tempo para o quê? Birman conta que seu dia começa com “live às 6h26”, pontualmente. “Trabalhei mais e mais na pandemia, treinei mais e mais (triathlon). Não tive isso de ‘aproveitar a quarentena’ para estar mais próximo da minha família”, diz o empresário, que, mês que vem, será pai do terceiro filho – o primeiro com a publicitária Gabriela Verdeja. A festa de casamento, adiada pelo coronavírus, será remarcada “sem pressa e quando a OMS permitir um evento para mil convidados”.

\CECÍLIA RAMOS

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