Adeus, Abu

Sonia Racy

29 de abril de 2015 | 01h03

Indagado sobre o legado que deixaria, Antônio Abujamra, morto ontem, aos 82 anos, foi para lá de provocador em entrevista à coluna em 2012: “Nenhum. Ando na rua, vejo o nome do fulano de tal na placa, me pergunto quem será. Eu vou morrer, vai ter tabuleta na tabacaria, vai cair a tabuleta, vai cair o dono da rua, vai cair tudo. Não quero deixar nada”.

Fez jus à sua fama.

Abu 2

Na literatura, um dos últimos trabalhos de Abujamra foi realizado há três anos, quando narrou obras clássicas de Shakespeare, James Joyce e Rimbaud, entre outros, para audiobook da Editora Nossa Cultura.

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