A vida sem chão

Redação

21 de janeiro de 2010 | 15h56

A Embaixada americana em Porto Príncipe, um prédio de quatro andares, foi o único edifício da cidade a ficar em pé, segundo fonte do governo brasileiro no Haiti, com quem a coluna conseguiu contato ontem.

E mais: essa mesma fonte registrou grande diferença no modo como soldados do Brasil e dos EUA circulam pelas ruas. Os brasileiros, informais e conversadores. Os americanos, parecendo prontos para a guerra.

Tristeza total, ainda segundo o relato, é a entrada do aeroporto. “Foi eleita como porta da esperança”, diz o brasileiro. Desesperados, os haitianos se amontoam nas proximidades, à espera de algum avião que os leve embora.

Comida? Além da escassez absurda, a distribuição em família funciona assim: primeiro come o pai, depois a mãe, o filho mais velho… e o mais novo fica no fim da fila. Para onde vai, também, quem estiver doente.

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