A saída pelo pragmatismo

Sonia Racy

11 Setembro 2015 | 01h15

Nenhum empresário gosta de impostos – ou melhor, nenhum contribuinte. Mas, dada a dramática situação econômica do País, Jorge Gerdau admitiu anteontem, em evento em SP, concordar com um aumento na tributação.

Foi em seminário organizado pelo Instituto Falconi – no qual o empresário deixou claro, para uma plateia seleta, que apesar de defensor da economia de mercado – e, por princípio, contrário a se recorrer a imposto para cobrir déficit orçamentário –, o momento exige pragmatismo. “Talvez tenhamos que aguentar um aumento de tributos por uns dois anos, desde que condicionado a cortes de gastos públicos”.

Posição claramente apoiada por Delfim Netto, também debatedor do evento, que contou ainda com palestras de Joaquim Levy e FHC.

Pragmatismo 2

Gerdau vê o Brasil mergulhado hoje em quatro crises: econômica, fiscal, política e ética. E a situação se agrava com a perda do grau de investimento. Que fazer? Está na hora, diz ele, de os políticos se entenderem sobre medidas urgentes – e isso passa por apoio ao ministro da Fazenda. “Melhor gestor ou técnico profissional que ele é difícil encontrar”.

Não se pode permitir, advertiu , que entraves políticos impeçam os ajustes necessários. “Sob o risco de comprometermos os próximos dez anos do País.”