A psiquê do… Lepo

A psiquê do… Lepo

Sonia Racy

01 de março de 2014 | 01h05

Foto: Cleomir Tavares

Ao som do hit do momento – Lepo Lepo, de Psirico –, ACM Neto está cumprindo extensa agenda desde a abertura oficial do carnaval em Salvador, quinta-feira. Gosta de samba? “Poucos sabem, mas, antes de ser político, trabalhava no setor musical. Adoro as músicas baianas, adoro o samba e sempre que posso vou a shows.” A seguir, um pequeno bate-papo do prefeito com a coluna.

O que mudou este ano?

Muitas coisas mudaram, a começar pela organização. No ano passado, não tive tempo de implementar as mudanças, porque o carnaval foi logo após minha posse. Este ano, tivemos mais tempo para nos organizar e conseguimos fazer a racionalização dos circuitos. Ampliamos o número de artistas que tocam para o folião pipoca (aquele sem abadá e que fica fora das cordas dos trios elétricos), valorizamos os blocos afros, com a criação do Afródromo, investimos em infraestrutura e preparamos a cidade para fazer o melhor carnaval do Brasil.

Ele se tornou financeiramente autossuficiente?

Pela primeira vez o carnaval de Salvador vai se pagar. Fechamos uma grande negociação com os patrocinadores, e a prefeitura não vai precisar desembolsar um centavo sequer para cobrir os custos da festa. No total, vamos arrecadar quase R$ 50 milhões, entre cotas de patrocínio e ações que serão realizadas pelos patrocinadores em órgãos do município.

Qual é a previsão de arrecadação para a cidade?

A estimativa é que o carnaval movimente, para Salvador, cerca de R$ 1,3 bilhão em todos os segmentos. Da rede hoteleira à venda de abadás; dos pequenos aos grandes comerciantes; do empresário que monta a estrutura para a folia aos artistas. Todos ganham com o carnaval. E Salvador ganha ainda mais, porque sua imagem estará exposta para o Brasil e o mundo.

De que trio o senhor gosta mais?

Gosto da diversidade musical do nosso estado, do talento dos nossos músicos, da criatividade de cada artista. Este ano, como o tema é O Carnaval de Salvador é Diferente, vou dedicar atenção especial aos blocos afros. Mas, ao mesmo tempo, vou acompanhar os desfiles dos outros blocos. Enfim, vou trabalhar muito, mas também quero curtir.

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