A hora das provas na Lava Jato

Sonia Racy

18 Abril 2017 | 00h45

Está passando desapercebida, para muitos, a lógica implícita do pedido de abertura dos inquéritos após as delações da Odebrecht. Qual? A de que, se os depoimentos dos colaboradores fossem suficientes para tipificar os crimes, não haveria novos pedidos de investigação à PF. 
 
“A lógica desses pedidos de instauração do inquérito é que, se nenhum elemento adicional for acrescentado, os inquéritos, como estão, tendem a ser arquivados”, argumenta o criminalista Fábio Tofic Simantob.  
 
A hora 2 
 
Não há como saber, ainda,  em que medida vai contribuir, nessa direção, a entrega – ontem, pela Suíça – do back up do Sistema Drousys, da própria Odebrecht, à PGR.

A hora 3

O advogado menciona outra iniciativa necessária nas futuras investigações, pela Justiça dos Estados: adotar “procedimentos uniformes, em todo o País”.
 
Sem isso, “pode-se criar a sensação de que há investigados privilegiados”. 
 
Sinal quase verde

A nova Lei de Zoneamento será “passada a limpo” em reunião fechada, amanhã, na Associação Comercial. De um lado da mesa, Alencar Burti e os conselheiros da ACSP. Do outro, o prefeito em exercício Bruno Covas e os prefeitos regionais.  

Os cálculos da Prefeitura indicam, até agora, que os licenciamentos urbanos têm sido – em sua grande maioria – “de baixo risco”. Ou seja, a expectativa é que a nova lei não deve criar turbulência.

João e Francisco

Conforme antecipado pelo blog da coluna semana passada, João Doria encontra-se amanhã com o papa Francisco, depois de uma “passagem” rápida por São Paulo – chegou ontem de manhã de Seul e embarcou já à noite para Roma.

Leva dois presentes: o livro de fotos Gênesis, de Sebastião Salgado, e, para o torcedor de futebol argentino Francisco Bergoglio, uma camisa da seleção brasileira assinada… por todos os jogadores.

Lupa geral 
 
Para afastar a fama de caixa-preta, a Assembleia paulista vai criar um aplicativo de celular, em parceria com a Transparência Brasil, para que o cidadão fiscalize os deputados.
 
Que inclui vigilância em temas como placa de carro, gastos no gabinete e presença do deputado em plenário.