A hora da zona leste

Sonia Racy

06 Setembro 2013 | 01h08

A zona leste de São Paulo, onde está sendo erguido o Itaquerão, virou a menina dos olhos da gestão Haddad. Mais precisamente, o Parque do Carmo,localizado a 3 km do estádio que vai sediar a abertura da Copa do Mundo.

A Prefeitura quer transformar a área de 24 milhões de m² – cerca de 30% maior do que o Parque do Ibirapuera – em um dos principais legados do Mundial para a cidade. Para isso, Nádia Campeão recebeu a missão de convencer os patrocinadores da Copa a desembolsarem R$ 10 milhões nos projetos de modernização e qualificação do parque. “Nossas ações não são suficientes”, admitiu a vice-prefeita aos representantes de vinte empresas que investem no evento futebolístico – como Coca-Cola, Adidas, Ambev, Nestlé, Oi, Hyundai e Itaú.

“Se todos puderem assumir uma das ações, tenho certeza de que conseguiremos um bom resultado”, pediu, em reunião, ontem, no parque. Com direito a café da manhã, slides, vídeos institucionais e visita guiada. Os secretários Ricardo Teixeira (Verde e Meio Ambiente) e Simão Pedro (Serviços) também foram escalados para mostrar que não haverá arrependimento em investir na zona leste. “Nós precisamos de parceiros”, disse Teixeira. Entre os projetos acertados estão a ampliação da ciclovia, de 10 km para 12 km (R$ 1 milhão); a reforma do centro esportivo (R$ 3 milhões); e a manutenção do planetário, para que ele possa ser aberto (R$ 600 mil). A ideia é colocar tudo de pé até março.

Acomodados em vans, os donos do dinheiro conheceram parte da fauna e da flora do parque – famoso pela Festa das Cerejeiras e que completa 37 anos no dia 19. “Sintam-se à vontade para propor outros projetos”, declarou Nádia. O tour pela ZL – inédito para a grande maioria – terminou no… Itaquerão. Com direito a fotos e vídeos na arquibancada e no gramado da nova arena. /THAIS ARBEX