A Fazenda

Sonia Racy

29 de outubro de 2014 | 01h05

Depois do vazamento estratégico, em Brasília, de nomes com credibilidade na iniciativa privada para ocupar o Ministério da Fazenda, a queda de preço das ações na BM&FBovespa foi estancada ontem – e houve até reação positiva no mercado.

Entretanto, segundo se apurou, caso Dilma demore muito a definir o sucessor de Guido Mantega, voltará a forte turbulência.

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De acordo com fonte petista, Dilma teria combinado com Lula que a escolha do ministro da Fazenda seria feita por meio de sugestões dele.

Ontem, o jornal Valor apresentou três indicações que teriam partido do ex-presidente: Nelson Barbosa, Henrique Meirelles e Luiz Carlos Trabuco.

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Nomes de peso no mercado financeiro, torcendo para que a presidente escolha Trabuco – que, acredita-se, faria um bom trabalho à frente da pasta –, não cansavam de se perguntar: como Dilma explicaria a seu eleitor a colocação de um banqueiro no Ministério da Fazenda?

Afinal, durante toda a campanha à reeleição, ela acusou os bancos de tirarem comida do prato dos pobres.

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Arno Augustin deve sair do Tesouro Nacional para trabalhar com Dilma no Palácio do Planalto.

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Antes do segundo turno das eleições presidenciais, pelo menos um dos citados para assumir a Fazenda foi tentar saber, junto ao governo, como seu nome havia surgido – visto que jamais almejou nenhum cargo público.

Justificativa: “Não era bem você, mas um candidato com o seu perfil…”.

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