A dama e o maestro

A dama e o maestro

Direto da Fonte

14 de junho de 2013 | 01h12

O tapete vermelho estava lá, na entrada principal do Municipal do Rio. Mas a dama do teatro brasileiro não precisou dele para ser recebida com o prestígio que lhe cabe. Acompanhada do genro, Andrucha Waddington, Fernanda Montenegro entrou pelos fundos – direto ao backstage, sob o olhar privilegiado da coluna. Lá estavam os artistas que homenageariam Tom Jobim no Prêmio da Música Brasileira, apoiado pela Vale.

Sobre um salto fino e muito alto, nenhum sinal dos 83 anos de idade e mais de 60 de carreira. Embora lentos, os passos firmes a levaram ao salão do coquetel. Alcione acabara de se sentar. “Não levanta!”, pediu Fernanda. “Como é que você chega e eu não me levanto?”, respondeu a Marrom. Em seguida, deu longo abraço na atriz. Ao lado, de branco da cabeça aos pés, Cauby Peixoto. “Tudo bem com você, meu amor? Que prazer enorme te ver”, disse Fernanda. Cauby retribuiu com um beijo só: “Se eu te der outro, tenho de dar outro, outro e outro…”.

Fernanda perguntou por Ney Matogrosso. No camarim do cantor, foi recebida com sorrisos e abraços, se aconchegou numa cadeira e por lá ficou mais de vinte minutos. A conversa? Música, teatro e… tapetes. Foi interrompida quando Nana Caymmi, ainda de chinelos, bateu à porta pedindo uma foto com “a dama” e só terminou à chegada de José Maurício Machline, idealizador do prêmio – que lhe estendeu o braço para levá-la a seu lugar.

No corredor, Mônica Salmaso aquecia a voz, andando de um lado para o outro, cantarolando Derradeira Primavera. Checando o set list, disse à coluna ter ganho “um presente” quando Dilma revelou ser sua fã. “Queria que a presidente estivesse na plateia, para agradecê-la pessoalmente.” E pediu: “Se você a encontrar, diga que mandei um beijo”.

Fernanda também não quis o tapete vermelho na saída. Deixando a plateia na contramão dos convidados, avistou Fabiana Karla e gritou: “Querida, você está maravilhosa na novela. Parabéns!”. Falava da enfermeira Perséfone Fortino, de Amor à Vida. Emocionada com o elogio, confessou: “Estou no céu esta noite. Sou muito abençoada”.

A festa continuou na Sociedade Hípica Brasileira, onde o assédio se voltou para a cantora portuguesa Carminho. À coluna, ela contou que a relação com Tom Jobim vem “desde que me conheço por gente”. Há 28 anos. /THAIS ARBEX

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