‘A cultura sempre sobrevive’, afirma Marcelo Serrado que reestreia na Globo

Sonia Racy

18 de julho de 2021 | 00h50

Marcelo Serrado está animado com a volta do personagem Malagueta, na reestreia da novela Pega Pega, amanhã, na Globo. “O Malagueta foi um dos personagens mais marcantes da minha carreira, depois do Crô, é claro”, disse o ator, que completa 31 anos de estrada este ano. “Foi uma surpresa essa reprise, fiquei muito feliz”.

Serrado também está com dois projetos no Globo Play e se prepara para gravar a próxima novela das 19h, Cara e Coragem.

Além da volta à telinha, o ator revisitou seus tempos de músico e voltou a soltar a voz, ao lado de Eriberto Leão, em apresentações no Oi Casa Grande, no Rio. No repertório? “De Sinatra a Wando”.

Confira entrevista a seguir.

Está gravando alguma coisa para o streaming?

Estou com dois projetos na Globo Play, a terceira temporada da série A Divisão, do José Júnior, do Afro Reggae e no O Jogo Que Mudou A História, uma série que aborda o começo do trafico de drogas no Rio, como surgiram as facções, é um trabalho que me exige muito, fisicamente falando, coisa que meu próximo personagem também exige.

E qual será o personagem?

Sou um dos protagonistas da próxima novela das 19h, Cara e Coragem, que também é da Claudia Sotto (autora de Pega Pega). Estou malhando todo dia e cuidando da alimentação, vamos começar a gravar em janeiro.

Como começou essa história de cantar?

Fui músico antes de ser ator. Quando fiz Noviça Rebelde, O Musical fiquei com gostinho de quero mais. Depois do programa Pop Star comecei a querer cantar o que meus pais escutavam, que vai de Frank Sinatra a Wando. Estou fazendo uma dobradinha com Eriberto Leão, um dia ele canta de Raul a Jim Morrison e no outro eu canto de Sinatra a Wando.

E como está a frequência? As pessoas estão indo aos shows?

Fiz uma pesquisa no último show e pedi pra plateia levantar a mão quem já tinha vacinado. Para minha surpresa 98% da plateia já estava vacinada, pelo menos com a primeira dose. Isso me trouxe esperança de que as coisas estão voltando.

A área cultural foi uma das mais afetadas na pandemia. Como sentiu isso na prática?

Para se ter uma ideia, o musical que eu estava fazendo antes da pandemia, O Jovem Frankenstein, eram 20 pessoas só na orquestra musical, mais 30 atores. Uma média de 60 profissionais trabalham por musical. Antes da pandemia aconteciam de 10 a 15 musicais na cidade de São Paulo, simultaneamente. É só fazer as contas para ver o tamanho do desemprego.

Sente que as pessoas ainda estão com medo de voltar a frequentar os teatros e casas de show?

Acho que estão, mas também estão começando a sentir que precisam ir, até para se desligar um pouco de tudo isso. Fui num concerto de musica clássica esses dias e me fez um bem absurdo. Eu tenho uma teoria sobre isso.

Qual?

Existe uma coisa que se chama demanda reprimida. Um exemplo é o pós-Gripe Espanhola, que matou 50 milhões de pessoas, quando acabou, a Europa cresceu muito, econômica e artisticamente. Acredito que quando controlar a covid será parecido.

A cultura vai se reerguer com mais força?

A Broadway volta dia 4 de setembro, imagine como vai ser a comoção, vai se refletir no mundo todo. A arte sempre sobrevive, mesmo em casa as pessoas estão consumindo arte, vendo séries. /SOFIA PATSCH

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.