“A alegria não pode ser suja”

Sonia Racy

06 de março de 2011 | 23h02

Oncinhas Magic Ball foi o tema do tradicional baile do Copacabana Palace e, ao que parece, agradou: os mil ingressos – que iam de R$ 1,5 mil a R$ 3.750 – esgotaram-se. Marco Antonio de Biaggi foi um dos que fez a ponte aérea e se misturou às felinas. Apesar de o tema ser cilada para a breguice, achou a decoração “deslumbrante”. E sentenciou: “Milionárias amam oncinha. ‘Periguetes’ também. Dizem que uma pessoa que veste oncinha enfeita até quem está do lado”. E lembra: Dolce & Gabbana e Galliano sabem trabalhar muito bem com o mote.

Da série “não estou para conversa” estava Vincent Cassel. O ator francês, que tem apartamento no Rio, chegou cedo e deixou claro que não tinha ou tem o objetivo de cair na folia neste carnaval: “Vim aqui a trabalho”. O tirano treinador de Natalie Portman em Cisne Negro estava fazendo pesquisa para seu próximo filme, em que uma das cenas será filmada no baile. Jantou, posou para os fotógrafos e só. E Monica Bellucci, sua mulher? “Ficou em casa”.

Sob o refrão “Sou seu onça leal/Você é minha onça inspiradora”, Luiza Brunet, madrinha da noite, entrou no palco do salão nobre por volta de 1h30. A atriz, entusiasta da festa, disse à coluna que o carnaval está cada vez melhor: “A festa está resgatando os blocos de rua. Eu moro em Ipanema, onde passam muitos deles. Acho o máximo os brasileiros comemorando e se divertindo”.

Na contramão da atriz, a socialite franco-brasileira Bethy Lagardère acha que os blocos não deveriam circular na Zona Sul: “Esse tipo de manifestação tem que ser feita na Lapa. Não em Copacabana e Ipanema, que são cartões postais do Rio”. Ela defende que “a cidade não pode ser um toillete a céu aberto”. Para ela, os blocos não têm estrutura. “A alegria não pode ser suja. E você sabe, brasileiro não tem limite. Nem regras cívicas”. Exemplo? Mesmo o cigarro sendo proibido em ambientes fechados no Rio, a varanda coberta do hotel estava cheia de fumantes.

/ DEBORA BERGAMASCO E MARILIA NEUSTEIN

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