Radicada em Nova York, Aline Muniz exalta sua raiz brasileira em novo disco

Radicada em Nova York, Aline Muniz exalta sua raiz brasileira em novo disco

Sonia Racy

13 de dezembro de 2020 | 00h30

Aline Muniz. Foto: Luiza Ferraz

Morando há dez anos em NY, a cantora Aline Muniz veio passar a quarentena no Brasil. Depois de um período em Florianópolis, “praticando ioga”, e mais um tempo na Praia da Pipa, “em contato com as raízes nordestinas”, ela está pronta para lançar seu novo disco: Aline no Samba. “Uma vontade até então não decifrada de estar mais conectada com a minha raiz brasileira, resultou nesse disco, onde eu busquei, mais do que tudo, cantar com a alma”, resumiu a filha da atriz Angelina Muniz com Walter Zagari, em entrevista à coluna. Confira a seguir.

A carreira artística de sua mãe a influenciou?
Acredito que o olhar artístico da minha mãe me influenciou. Ela inseriu música na minha vida desde muito pequena. Lembro que adorava acompanhá-la nas peças de teatro pra poder subir no palco quando o teatro estava vazio, e reproduzir absolutamente todas as falas e movimentos que ela fazia.

Os seus pais te incentivaram a seguir a carreira artística?
Eles sempre me deixaram muito livre pra escolher o que faria meu coração bater mais forte. Sempre com a lição de que qualquer que fosse o caminho escolhido, deveria me dedicar ao máximo, me aprofundar, mergulhar de cabeça. Daí pra frente o auxílio deles sobre o mundo artístico sempre foi muito importante. Afinal, tenho em casa dois profissionais respeitadíssimos.

Quais foram os desafios que enfrentou sendo uma cantora brasileira nos EUA?
A nossa música é muito respeitada lá fora. Muitas portas se abrem quando digo que sou uma cantora brasileira. O público faz questão de me ouvir cantar em português. É tão lindo isso. Então, os meus desafios sempre foram muito mais sobre o mercado musical do que sobre ser estrangeira. Nova York recebe pessoas do mundo todo e essa é a beleza da cidade. A diversidade.

Conte um pouco sobre o disco Aline no Samba.
Uma vontade até então não decifrada de estar mais conectada com a minha raiz brasileira, resultou nesse disco, onde eu busquei mais do que tudo cantar com a alma. A parceria com o grupo InovaSamba me trouxe a tranquilidade para revisitar grandes compositores como Serginho Miriti e Dona Ivone Lara. Um projeto todo feito a “flor da pele”, onde deixamos mesmo, nossos corações dominarem. Brincamos, dançamos, cantamos, choramos. E tá tudo isso impresso em cada nota musical. Sem sombra de dúvida, a maior entrega da minha carreira.

/SOFIA PATSCH

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