Banqueiros temem aumento de impostos para instituições financeiras

Sonia Racy

26 de junho de 2020 | 00h56

Toda vez que as finanças do governo federal encolhem de maneira dramática, começa ‘guerra’ para aumentar impostos de instituições financeiras – onde se imagina haver gordura.

Não há impacto na imagem do setor, segundo conhecido e respeitado banqueiro, atos como prorrogação de créditos ou intensificação de trabalhos sociais. “Isso, todo mundo bota na conta da obrigação”, resume. Segundo ele, “há quem defenda publicamente dinheiro quase que a fundo perdido”.

No setor público, tampouco há como repetir o suporte financeiro para reaquecer a economia a exemplo do que fizeram os EUA e a Europa.
Os EUA injetaram 8% do PIB, porcentagem que pode chegar a 15% conforme o andar da carruagem. A Europa, por sua vez, começou liberando 2% do PIB – mas já avisou que pode alcançar 10%.

Sem esta chuva de dinheiro no Brasil, o que vai acontecer? Aumento da inadimplência. “Uma coisa é você desligar a economia. Perfeito. Outra coisa é você religar. Isso exige tempo, ela não pega no tranco”, avisa o banqueiro.

Outro detalhe: há países, como os Estados Unidos, onde existe separação entre o problema político e econômico. “No aperto, os dois lados se acertam para não piorar a realidade”.

Aqui, as reformas, são mais que necessárias mas… não podem ser prioridades no Congresso. “Essa página teria que ter sido virada”.

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