‘Efeito Orloff’ dos anos 90 não vale na Argentina de hoje

Sonia Racy

15 de agosto de 2019 | 00h50

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GUSTAVO LOYOLA. FOTO: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO.

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Somos nós, hoje

Não, no Brasil de hoje não cabe o famoso slogan dos anos 80 e 90, “Eu sou você amanhã” se referindo ao Brasil e à Argentina. O efeito Orloff, publicidade da vodka de mesmo nome, foi colado a decisões e planos econômicos do Brasil, depois adaptados pelo argentinos ou vice-versa.

Somos nós 2

Conta o ex-BC Gustavo Loyola que eram três os problemas econômicos similares dos dois países no fim do século passado: desequilíbrio das contas externas, inflação e déficit público.

Hoje, resume o economista, o balanço de pagamentos do Brasil está equilibrado e a inflação, domada. “Falta arrumar as contas públicas brasileiras”. Na Argentina, continuam vivas o que ele chama de “três pragas”.

Somos nós 3

Macri errou ao assumir o receituário liberal? “Fizeram muita coisa, mas não o suficiente para que uma melhora macro e micro impactasse o eleitor”, diz. Resultado? Guinada populista de Macri, cortejado por liberais brasileiros e argentinos.

Somos nós 4

Afeta o Brasil? Loyola acredita que o processo de aversão a riscos deflagrado pela Argentina influirá pouco. “O mundo já sabe diferenciar um país do outro.”

Somos nós 5

Será? A equipe de Wilbur Ross, secretário de Comércio dos EUA, por ocasião de sua visita ao Brasília mês passado, colocou na capa do site do Departamento de Comércio a informação de que o secretário teve um café da manhã… em Buenos Aires.

Fato: players de mercado acreditam que Alberto Fernandez, se não quiser assumir um país em ruínas, terá que vir a público rapidamente dizer qual é a sua política econômica.

Óleo raro do imperador Pedro I
vai a leilão no Estado do Rio

DOM PEDRO I, DE GEORGES HEATON. REPRODUÇÃO

Retrato raro de Dom Pedro I, que pertenceu por décadas ao embaixador Sergio Correia da Costa, vai a leilão na galeria do antiquário Miguel Salles em Itaipava, no Rio. Pintado pelo inglês Georges Heaton, é desconhecido até de especialistas em monarquia.

A venda acontece quando começa a “esquentar” a festa dos 200 anos da independência, em 2022.

Leilão do bem

Bruno Setubal, conselheiro do Hospital Cruz Verde, comanda leilão de arte em apoio a pacientes com paralisia cerebral grave, mirando arrecadar R$ 1 milhão.
Com direito a jantar doado pelo chef Rodolfo de Santis. No Iulia do Jockey Club, dia 28.

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