Luana em Portugal: ‘Rede social pra mim é piada’

Luana em Portugal: ‘Rede social pra mim é piada’

Sonia Racy

08 de agosto de 2019 | 23h30

LUANA PIOVANI. FOTO: PATRÍCIA CAJADO

Luana Piovani está no céu. É assim que a atriz se refere à sua nova vida em solo português, onde apresenta o programa “Like Me”, na TVI. Separada do surfista Pedro Scooby há alguns meses, a atriz – que usa as redes sociais assiduamente para se comunicar com os fãs – acredita que uma exposição maior não prejudica em nada. “Não vivo disso. Rede social pra mim é piada”, resume. Acha seu programa no Brasil, no Canal E, gravado antes da sua mudança para Portugal – “Luana É de Lua” – o feito mais incrível de sua carreira. “Não fico naquele lugar glamourizado da apresentadora bem vestida. Eu me exponho e as pessoas ao meu redor também.” E acrescenta: “Até hoje nunca tive projeto que não tenha conseguido realizar”. Confira a seguir a entrevista, feita por telefone.

Sua separação de Pedro Scooby é definitiva?
Totalmente. Casamento não é namoro, você simplesmente não se separa do marido com três filhos sem estar totalmente decidida. Dois anos se passaram depois do nosso último término e vi que nada mudou. Aí já deu o tempo, né, expirou. Não dá pra ficar passando mestrado pra pessoa. Ele que faça o mestrado em outro lugar.

Às vezes viralizam comentários sobre sua separação e a relação de Scooby com a cantora Anitta. Sente que essa exposição nas redes sociais atrapalhou seu casamento?
Não, de jeito nenhum. Rede social pra mim é piada. Não levo a sério. Não vivo disso. Uso a minha rede social pra me comunicar com as pessoas que têm interesse em saber o que penso e falo. Na verdade, é uma continuidade de coisas que faço há mais de 25 anos. Lá atrás tive um site que usava para me comunicar com meu público. Faço isso desde os 20 anos, hoje estou com 43. Então, se tem alguém que sabe lidar com a comunicação e que já fez escola, mestrado, MBA, tudo, sou eu.

Nunca se arrepende do que fala ou posta?
Já cometi muito erro lá atrás, de me comunicar erroneamente, mas há muitos anos aprendi a usar as palavras certas e a pensar antes de dizer as coisas.

Já se adaptou a Portugal?
Tô no céu. Moro em Cascais, a 50 metros da beira-mar, num lugar lindo, meus filhos estão super felizes, meu cachorro tá aqui, temos horta, trabalho a 40 minutos da minha casa, tenho motorista que me pega e leva, apresento um programa de TV que adoro, tenho um ‘puta’ companheiro de trabalho (o ator português Rubem Rua), bom profissional, bom colega, carismático.

Quando se mudou já sabia que ia apresentar o programa?
Não! Meus planos eram passar cinco meses completamente focada na minha estabilidade, local e emocional. Depois ia focar em pequenas peças de teatro.

Vai rolar a história do teatro?
Bom, na hora em que eu começar a me mexer, com certeza. Até hoje na minha vida nunca tive um projeto que não conseguisse realizar.

No Brasil acabou de estrear o programa ‘Luana É de Lua’, no canal E. Conte sobre ele.
O programa é a coisa mais incrível que já fiz na minha vida. Abordamos assuntos relevantes de maneira diferente. Não fico naquele lugar glamourizado da apresentadora bem vestida, bem maquiada… Me exponho, e as pessoas que estão ao meu redor se expõem também. Não aguento mais ver as mesmas caras na televisão, nem as mesmas coisas.

Sente que a TV está perdendo cada vez mais espaço para o Netflix, por exemplo?
O pessoal antigo está andando a passos de jaboti, né. Estão demorando muito pra entender que tem que mudar a receita. Não estou dizendo que a gente descobriu a roda com meu programa, só digo que a gente usa uma abordagem inusitada, diferente, porque me exponho, não tenho medo nem vergonha de dizer minhas experiências boas e ruins. E isso muda completamente o contexto. /SOFIA PATSCH

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