Distribuir ações a contribuintes, uma ideia para agilizar desestatizações

Distribuir ações a contribuintes, uma ideia para agilizar desestatizações

Sonia Racy

08 de maio de 2019 | 00h51

JAIR BOLSONARO. FOTO ADRIANO MACHADO

Sonho meu

Há quem esteja defendendo a inclusão de um novo item na estratégia do governo Bolsonaro rumo à privatização de estatais.

A título de boa vontade, o governo promoveria a distribuição grátis de uma parte das ações das estatais para cada cidadão brasileiro portador de CPF.

Na opinião dos que defendem a ideia, essa estratégia poderia ajudar a acelerar o processo de desmobilização de estatais, permitiria a pulverização do capital das empresas em questão e mobilizaria a sociedade de forma positiva em prol do programa de desestatização.

Sonho meu 2

O modelo, segundo a mesma fonte, foi adotado com sucesso na década de 1990 por países do Leste europeu. A ideia seria unir algumas empresas ou ativos debaixo de uma holding, vender parte do capital e transferir o restante para os contribuintes.

Mas isso não significa que o governo arrecadaria menos com o processo? Sim, mas essa diferença, diz a fonte, seria compensada pela geração de renda com a distribuição.

Campanha

A Associação de Turismo de Brumadinho vai lançar, na segunda quinzena de maio, uma campanha nacional de mídia para atrair visitantes à cidade. O mote da campanha – feita com recursos oriundos de acordo com a Vale – é “Abrace Brumadinho”.

“A falta de informação clara assustou os turistas. Precisamos de um ponto de virada na autoestima da população e no astral da cidade”, afirma Leonardo Esteves, presidente da associação.

Campanha 2

De acordo com a entidade, a taxa de ocupação em hotéis e pousadas caiu em mais de 50% desde janeiro, quando ocorreu a tragédia na cidade.

Nem lá nem cá

O Brasil escolheu “o pior dos mundos” na questão da Venezuela, avalia Marcos Vinicius de Freitas, professor de Relações Exteriores hoje atuando na Universidade de Pequim. Por quê? De um lado, o Planalto escolheu alinhar-se com Donald Trump e dessa forma “perdeu a isenção para atuar como mediador”.

De outro, definiu-se contra o governo de Nicolas Maduro mas não adotou até aqui uma única sanção prática contra ele. Agindo assim, “deixa passar uma oportunidade importante que o legitimaria como líder regional e global”.

Só à Terra…

Osmar Terra está irredutível quanto à mudança dos termos da Lei Rouanet.

Defende o teto de R$ 1 milhão para o teatro e musicais alegando que o dinheiro é do contribuinte e que, portanto, tem que ser usado para fomentar projetos culturais de pequeno porte.

…nada ao céu?

O ministro da Cidadania, que reúne cultura, esporte e desenvolvimento social, deve receber hoje os secretários municipais de Cultura do Rio e de SP e bem como os estaduais da mesma pasta.

Que são contra esse teto por entender que ele vai resultar em perda de arrecadação e desemprego, principalmente nos setores ligados aos musicais.

Leia mais notas da coluna:
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