Plano de segurança vai a Temer e Rio é o primeiro a aplicar

Sonia Racy

11 Maio 2017 | 00h50

Está pronto, e será entregue hoje a Temer, o plano de segurança nacional, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional. Em princípio, é para uso de qualquer Estado – mas o Rio será o primeiro beneficiado.

Segundo Sergio Etchegoyen, do GSI, o texto tem duas partes distintas. A primeira é muito semelhante ao que foi implantado no RJ por ocasião da Olimpíada – com a ressalva de que a União “não vai assumir a competência dos Estados”.

Texto  fala em “cidadania para os
que vivem sob o terror do tráfico’

A segunda – e essa é a grande novidade – foca no que o ministro chama de “devolução da cidadania aos que estão sob o terror do tráfico”. Será comandada pelo ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Agrário. “Pretendemos ações mais duradouras com objetivos igualmente duradouros.”

Aécio reúne tucanos para 
discutir Lava Jato e o futuro 

Com intuito de discutir o futuro do PSDB e reações a acusações na Lava Jato, Aécio convidou, discretamente, diversos pesos pesados do partido para jantar em sua casa, quarta-feira da semana passada, em Brasília.

Lá estavam FHC, Serra, Alckmin, Tasso Jereissati e possíveis novos integrantes do partido que ainda não fazem política. Dória, a nova estrela da sigla, não foi chamado.

Marcado para 20h, o jantar foi servido às 22h30 e só acabou por volta de uma da manhã.

Conquista do PIB

Doria, aliás, fez palestra ontem de manhã para 300 convidados do JP Morgan. Falou muito bem do Santos e não tão bem de Lula. Foi aplaudido de pé.

Habeas corpus
para todo mundo? 

No vaivém entre a defesa de Lula e o Judiciário, a Defensoria Pública de Curitiba inovou: pediu, anteontem, um habeas corpus… para a população da cidade. Mais exatamente, para “todas as pessoas que desejarem se manifestar”.

Na sentença que derrubou o pedido, o ministro Raul Araújo, do STJ, explicou: o HC em defesa de pessoas indeterminadas “é repudiado pela jurisprudência majoritária, inclusive do STF”.

Prioridade zero

O Instituto Lula não teve tempo, até ontem, de tomar qualquer decisão quanto à ordem de um juiz de Brasília para fechar sua sede. “Está todo mundo em Curitiba”, diziam assessores do instituto e do PT.