Lava Jato vai atravessar o Atlântico

Sonia Racy

14 Março 2017 | 00h45

Ritmo possível

As tão esperadas revelações da Lava Jato vão demorar para serem conhecidas. Há quem imagine prazo de até duas a três semanas para que o ministro Edson Fachin destrinche o material, para que seja enfim analisado por ele e pelos outros ministros a serem escalados nos assuntos “não Lava Jato”.

Ao todo, 77 ex-executivos da Odebrecht fecharam acordo de delação premiada e prestaram aproximadamente 950 depoimentos sobre como era a relação da empreiteira com o mundo político. Importante: segundo fonte bem situada, o processo vai atravessar o Atlântico.

Voto por voto

Alberto Rollo, veterano do direito eleitoral, lembra que o processo Dilma-Temer, hoje nas mãos do relator Herman Benjamin, “não é um casinho qualquer”, e é perfeitamente previsível que, uma vez anunciado seu voto, um ou mais ministros do TSE decidam pedir vista do caso, para examinar as dezenas de documentos anexos.

Ou seja, quem estiver com pressa de uma decisão vai ter que se acalmar.

Voto 2

A propósito: dos sete integrantes do tribunal, um sai em abril e outro em maio. Temer apontará os dois sucessores a partir de lista do STF.

No horizonte

O tom incisivo de Alckmin, ontem, em entrevista à Band, foi apenas um entre vários indícios – admitem auxiliares próximos – de que o governador deu ritmo ao seu projeto 2018. “Já fui candidato, perdi a eleição e acho até que foi bom porque agora estou mais preparado”, disse ele à emissora. Outro sinal é a pressão de auxiliares para que intensifique as viagens, vá mais a Brasília e avise sempre o Congresso. Terceiro, tem orientado aliados a brigar pela antecipação das prévias do PSDB para dezembro – prazo limite para mudar de sigla se não for o escolhido.

No ar

Corre pelo mercado financeiro internacional informação dando conta de que a Qatar Airlines quer comprar o controle da Latam. No Chile, a regra é que 25% de uma empresa área tem que ser nacional. Por aqui, a Latam Brasil nega qualquer movimento desse tipo. E lembra que a empresa árabe já tem 10% da chilena.