J. Hawilla é visto negociando depoimento em restaurante de NY

Sonia Racy

17 Janeiro 2017 | 00h45

J. Hawilla deve ter se esquecido de que o Serafina – restaurante de Nova York localizado na Rua 61, entre a Park Avenue e a Madison – é ponto de encontro de brasileiros. Sua conversa no jantar do domingo, entre uma taça de vinho tinto e outra, com um loiro de sotaque inglês, acabou sendo entreouvida.

Big Brother 

A dupla conversou, por mais de uma hora, sobre o fato de a justiça americana estar cobrando multa maior do que Hawilla aceita pagar. E acertaram detalhes de um novo depoimento de modo a não entrar em contradição com o de Marco Polo del Nero, da CBF.

Revertendo…

Henrique Meirelles constata interesse enorme, em Davos, pelas reformas e perspectivas da economia brasileira. O ministro da Fazenda, que participa pela décima vez do World Economic Forum, foi bastante abordado ontem, nos corredores, por investidores, economistas, analistas e pela mídia estrangeira.

…a tensão

Meirelles confirmou presença em 17 reuniões durante três dias – o que inclui encontros bilaterais com outros governos, reuniões com investidores e dois eventos do fórum: Repensando o Capitalismo e o Business Interaction Group on Brazil –, onde investidores fazem perguntas. Neste segundo painel, ele representa Michel Temer.

Outro lado

Alberto Goldman, do PSDB, discorda de Alckmin, que quer antecipar as prévias do partido para escolher o presidenciável da legenda. “Candidato é a última coisa que se decide. Nossa responsabilidade agora é enfrentar a crise.”

Sem acordo

O governo paulista “não faz acordo com criminosos”, diz o Palácio dos Bandeirantes sobre afirmação do entrevistado Walter Maierovitch, na coluna de ontem, de que ele teria negociado com o PCC em 2006. E acrescenta ter sido “o pioneiro nas audiências de custódia” no País e o único Estado “a ter o Regime Disciplinar Diferenciado em uma penitenciária estadual”.