Nova leva de delações

Sonia Racy

27 Dezembro 2016 | 00h55

O recall de executivos de empreiteiras na Lava Jato só vai começar… depois que as delações da Odebrecht forem fechadas, no fim de fevereiro.

Nesta leva – incluindo aí Camargo Correa e Andrade Gutierrez– existe muita gente nova que ainda não passou por este processo. A lógica da convocação: foram citadas por outros delatores e agora estão sendo chamadas a confirmar as denúncias.

Delação compulsória?

A Comissão Europeia lançou consulta pública para saber se deve adotar “uma ação a nível comunitário” mais eficaz contra crimes financeiros. De que forma? Obrigando advogados, consultorias e auditorias de contas a delatar clientes que pretendam praticar fraudes como lavagem de dinheiro.

A consulta vai até 23 de fevereiro – e esperam-se contribuições, segundo a imprensa espanhola, de ONGs, acadêmicos, autoridades e cidadãos comuns.

Delação 2

Defensores desse tipo de delação alegam, nas discussões, que a medida já vigora em sete regiões – Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Portugal, Israel, África do Sul e Coreia do Sul.

Otimismo?

Como a bolsa americana não abriu ontem por causa das festas natalinas, a bolsa brasileira se comportou de maneira peculiar.

Subiu.

Cadeira vazia

Praticamente ninguém no PSDB – tanto na Câmara quanto no Senado – duvida de que Antonio Imbassahy vai para a Secretaria de Governo de Temer. Mas todos admitem que isso é coisa para o início de fevereiro, depois da eleição dos presidentes das duas casas.

Nos demais partidos, a urgência é outra: que se indique logo alguém para a função deixada por Geddel. Seja de que partido for.