Empresários e banqueiros, como Paulo Galvão, Luis Stuhlberger e Roberto Setubal, ouviram Moro segunda-feira em jantar para poucos

Sonia Racy

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Sergio Moro em jantar com empresários. Foto: Andrea Lopes

Sergio Moro foi centro de jantar na segunda-feira à noite na casa de Luiz Fernando Figueiredo e sua esposa Andrea Lopes. O diretor do Banco Central no governo FHC e sócio fundador da Mauá Capital recebeu 24 empresários e banqueiros como Roberto Setubal, Paulo Galvão,  Fabio Barbosa, Milton Goldfarb, Luis Terepins, Luis Stuhlberger, Jair Ribeiro e outros. Estavam lá também a presidente do Podemos Renata Abreu e o coordenador da campanha de Moro, Luis Felipe Cunha. Figueiredo contou à coluna que Moro colocou pontos que pretende defender e que foi muito bem avaliado pelos presentes.

Murilo Aragão, da Arko Advice,  presente ao encontro, fez um relatório sobre a conversa. O cientista político afirma que Moro criticou o sistema de reeleição no Brasil, se dizendo a favor de uma PEC que proíba esta possibilidade. “Ela precisa ser apresentada e apoiada explicitamente pelo Presidente. Talvez tenha ainda mais apoio caso proíba a reeleição apenas para Presidente da República, e não outros cargos”, afirmou. Na área jurídica, defendeu avanço em temas como o fim do foro privilegiado e a prisão em segunda instância.

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Sobre o ciclo eleitoral que se inicia, Sergio Moro afirmou que o objetivo é ser candidato, mas não a qualquer custo. “Caso eu chegue em 2022 melhor posicionado que os demais candidatos de centro, serei candidato. Se outro candidato tiver em melhores condições do que eu, não quero atrapalhar. Apoiarei o melhor posicionado”, afirmou ao presentes.

Visão econômica

No campo econômico, ainda segundo o relatório, Moro se definiu como um “apoiador do livre mercado”, tendência que sempre existiu, mas não cabia, enquanto juiz ou Ministro da Justiça deixar explícito, segundo ele. “Quem inova é o mercado, não o setor público”. Sobre Affonso Celso Pastore, que lidera o programa econômico da pré-campanha, contou que diversos outros economistas também ajudam nesta etapa. Não quis citar nomes, pois faltava a ele a aprovação destes nomes para torná-los públicos.

Na área social, o ex-juiz e ex-ministro afirmou que programas de transferência de renda funcionam, mas precisam ser customizados de acordo com nuances regionais, sociais e familiares. Mencionou a possibilidade de uma agência autônoma, inspirada em agências reguladoras, para combater a fome.

Na esfera ambiental, Sergio Moro afirmou que o Brasil precisa tratar a mudança climática de maneira mais séria, além de usar os bons argumentos que existem no País em favor do governo, como a energia limpa utilizada no Brasil. Avaliou que o acordo com a União Europeia, travado no Parlamento Europeu, é efeito da má reputação ambiental brasileira. “A diplomacia tem papel importante nesse setor”.

No campo da governabilidade, Moro e Renata Abreu, presidente do Podemos, afirmaram que “o diálogo político com lideranças é promissor”. Segundo Abreu “diversos deputados nos procuram, vendo em Moro a possibilidade real de uma terceira via”. Para Moro, o diálogo, segundo relato de Aragão, com o mundo político é necessário, para que ele desfaça a sua potencial imagem de um “vingador de políticos”, por conta do seu papel na Lava-Jato. “É possível fazer política com diálogo, negociação, atenção e ética. Vamos dialogar, negociar, mas sempre dentro do limite da lei e da ética”, teria afirmado Moro. “Não podemos enviar diversas reformas ao Congresso. Temos que priorizar. Pode ser mais de uma, mas o Presidente precisa tratar como prioridade. Além das pautas éticas, como o fim do foro e a prisão em segunda instância, acho o debate da reforma tributária e reforma administrativa urgentes”, completou o ex-juiz.

 

 

 

Sergio Moro em jantar com empresários. Foto: Andrea Lopes

Sergio Moro foi centro de jantar na segunda-feira à noite na casa de Luiz Fernando Figueiredo e sua esposa Andrea Lopes. O diretor do Banco Central no governo FHC e sócio fundador da Mauá Capital recebeu 24 empresários e banqueiros como Roberto Setubal, Paulo Galvão,  Fabio Barbosa, Milton Goldfarb, Luis Terepins, Luis Stuhlberger, Jair Ribeiro e outros. Estavam lá também a presidente do Podemos Renata Abreu e o coordenador da campanha de Moro, Luis Felipe Cunha. Figueiredo contou à coluna que Moro colocou pontos que pretende defender e que foi muito bem avaliado pelos presentes.

Murilo Aragão, da Arko Advice,  presente ao encontro, fez um relatório sobre a conversa. O cientista político afirma que Moro criticou o sistema de reeleição no Brasil, se dizendo a favor de uma PEC que proíba esta possibilidade. “Ela precisa ser apresentada e apoiada explicitamente pelo Presidente. Talvez tenha ainda mais apoio caso proíba a reeleição apenas para Presidente da República, e não outros cargos”, afirmou. Na área jurídica, defendeu avanço em temas como o fim do foro privilegiado e a prisão em segunda instância.

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Sobre o ciclo eleitoral que se inicia, Sergio Moro afirmou que o objetivo é ser candidato, mas não a qualquer custo. “Caso eu chegue em 2022 melhor posicionado que os demais candidatos de centro, serei candidato. Se outro candidato tiver em melhores condições do que eu, não quero atrapalhar. Apoiarei o melhor posicionado”, afirmou ao presentes.

Visão econômica

No campo econômico, ainda segundo o relatório, Moro se definiu como um “apoiador do livre mercado”, tendência que sempre existiu, mas não cabia, enquanto juiz ou Ministro da Justiça deixar explícito, segundo ele. “Quem inova é o mercado, não o setor público”. Sobre Affonso Celso Pastore, que lidera o programa econômico da pré-campanha, contou que diversos outros economistas também ajudam nesta etapa. Não quis citar nomes, pois faltava a ele a aprovação destes nomes para torná-los públicos.

Na área social, o ex-juiz e ex-ministro afirmou que programas de transferência de renda funcionam, mas precisam ser customizados de acordo com nuances regionais, sociais e familiares. Mencionou a possibilidade de uma agência autônoma, inspirada em agências reguladoras, para combater a fome.

Na esfera ambiental, Sergio Moro afirmou que o Brasil precisa tratar a mudança climática de maneira mais séria, além de usar os bons argumentos que existem no País em favor do governo, como a energia limpa utilizada no Brasil. Avaliou que o acordo com a União Europeia, travado no Parlamento Europeu, é efeito da má reputação ambiental brasileira. “A diplomacia tem papel importante nesse setor”.

No campo da governabilidade, Moro e Renata Abreu, presidente do Podemos, afirmaram que “o diálogo político com lideranças é promissor”. Segundo Abreu “diversos deputados nos procuram, vendo em Moro a possibilidade real de uma terceira via”. Para Moro, o diálogo, segundo relato de Aragão, com o mundo político é necessário, para que ele desfaça a sua potencial imagem de um “vingador de políticos”, por conta do seu papel na Lava-Jato. “É possível fazer política com diálogo, negociação, atenção e ética. Vamos dialogar, negociar, mas sempre dentro do limite da lei e da ética”, teria afirmado Moro. “Não podemos enviar diversas reformas ao Congresso. Temos que priorizar. Pode ser mais de uma, mas o Presidente precisa tratar como prioridade. Além das pautas éticas, como o fim do foro e a prisão em segunda instância, acho o debate da reforma tributária e reforma administrativa urgentes”, completou o ex-juiz.

 

 

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