“O que você vê?”

Sonia Racy

27 de março de 2012 | 01h01

Ricardo Ohtake tinha um brilho especial nos olhos, sábado, pouco antes da pré-estreia de Vermelho no recém-inaugurado Teatro Geo: “É a realização de mais um sonho”, disse o diretor do Instituto Tomie Ohtake. “E a peça não poderia ser mais perfeita”.

Vermelho, que narra a relação do pintor Mark Rothko (Antônio Fagundes) com seu inexperiente assistente (Bruno Fagundes), é uma ode à arte. E Tomie sempre se disse devota do pintor.

“É um dos melhores momentos da minha carreira”, comemorava o diretor, Jorge Takla.

Um dos mais assediados era Silvio de Abreu, que estreia, em outubro, nova versão de sua Guerra dos Sexos, na Globo. “As filmagens começam em abril”, avisou. Se vai ter a cena pastelão celebrizada por Fernanda Montenegro e Paulo Autran? “Claro, mas com diálogos mais modernos. O mundo e os sexos mudaram muito desde 1983”. Sobre Vermelho, foi rápido: “Se um Fagundes é bom, imagine dois…”

Gabriela Duarte deixou o pequeno Frederico (de 3 meses) em casa, enfrentou a insistente garoa paulistana e foi prestigiar os amigos. “Eu atuei ao lado da minha mãe, e essa experiência é muito forte!”

Gabriel Chalita também adorou: “A energia dentro de um teatro é inigualável, né?” E o teatro eleitoral? “Ah, esse depende de muitos atores…”

Depois do espetáculo, Fagundes era só sorrisos para o filho: “Tenho aprendido muito com ele no palco”. Nervoso? “Sim… mesmo depois de 48 anos. Mas parece que as pessoas gostaram”, completou.

É, parece que sim. /DANIEL JAPIASSU

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