“Acho que fui brasileira em outra vida”

Sonia Racy

21 Fevereiro 2012 | 23h01

Depois de passagem fria pelo camarote da Devassa, na noite de domingo, Fergie, cantora do Black Eyed Peas, voltou ao espaço da cervejaria na madrugada de segunda-feira.

Chegou à meia-noite, posou para fotos e seguiu com seu staff para uma sala fechada. Lá permaneceu até 1h30, quando subiu ao palco e apresentou um pocket-show diferente. Era como uma DJ, mas sem discotecar. E como uma cantora, quase sem cantar. De óculos escuros, dançou no palco, pulou e interagiu com o público. Ao deparar com um paredão de fotógrafos no gargarejo, sugeriu: “Não é hora de tirar fotos, é hora de se divertir”.

Apontando para as coelhinhas da Playboy, bradou: “São as mulheres mais lindas do mundo”. Depois, surpreendeu-se com a facilidade com que as moças cantavam uma letra de hip-hop. Imaginou que fossem brasileiras… Em seguida, conversou rapidamente com a coluna.

O que achou de Sergio Mendes concorrer ao Oscar 2012 de melhor música pelo filme Rio?

Sério? Amo ele! Merece tudo de bom. É tão genial! É um orgulho ter trabalhado com o Sergio. E amo a Graça, mulher dele, é maravilhosa. Os filhos deles também são maravilhosos.

Você vem para o Brasil com certa frequência. Gosta daqui?

Acho que fui brasileira em outra vida. Até mesmo o meu… lado de trás, digamos assim, é grande como o das garotas brasileiras. E eu quero isso mesmo. Acho que já tenho. Quando vejo essas garotas dançarem, penso que quero fazer como elas. Adoro quando a mulher tem um grande bumbum, acho muito bonito em uma mulher. Por isso faço ginástica para esta região. Meu corpo é pequeno, então, malho o que eu posso.

Sábado, a coluna te esperou no hall do Copacabana Palace, onde teria uma aula de samba. Mas você não desceu. O que houve?

Eu nem mesmo estava avisada de que deveria estar ali naquele horário. Então, não tinha ideia. Mas me senti horrível com aquilo, porque as pessoas se preocupam comigo. Primeiro foi Amy Winehouse. Agora Whitney Houston a morrer de um modo horrível. Fiquei arrasada. Porque Whitney foi uma influência muito grande para o meu crescimento profissional. É muito triste, porque sinto que elas foram muito cedo. As duas eram realmente muito jovens.

Acha que essas mortes prematuras têm a ver com o uso de drogas?

Drogas? Não saberia dizer. Tenho muito respeito por elas e pelas famílias delas.

Dizem que o álcool é o primeiro passo para drogas pesadas. Você concorda?

Honestamente, depende de cada um… Ok? Obrigada, tchau. /DÉBORA BERGAMASCO