‘É preciso dar futuro ao Haiti’

Sonia Racy

03 de abril de 2010 | 06h54

O pior do drama já passou, mas quem esteve no Haiti sabe: o País está desmantelado. “Lá continuam à espera de ajuda 70 mil amputados, aos quais é preciso dar um futuro”, diz o médico Fábio Atui. “Isso significa voltar, criar unidades de reabilitação, instalar uma fábrica de próteses, ensiná-los a cuidarem de si mesmos”.

É o desafio a que se propõem Atui e todo o grupo de voluntários da Associação Expedicionários da Saúde, que lá estiveram 45 dias fazendo cirurgias e tratando feridos em Les Cayes, cidade a 80 km de Porto Príncipe. Para essa “fase 2”, já fazem contatos com Unicamp e HC da USP e programam nova missão para os próximos dias.

Entre janeiro e março, 45 voluntários da ONG fizeram 250 cirurgias. “A certa altura, já tinha gente indo da capital para ser operada lá”, diz Atui.

As futuras tarefas dependem de mais voluntários – e para isso eles mantêm contato em seu site (www.expedicionariosdasaude.org.br). “Há sempre trabalho para quem quer ajudar”, diz o médico. Quem pagou as viagens? “A infraestrutura ficou em R$ 120 mil. Foi garantida por doadores do Brasil e de países como Noruega e Nova Zelândia”.

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