O atual cenário do teatro infantil no Brasil

Estadão

18 de março de 2010 | 18h01

É a primeira vez que o Itaú Cultural está sediando um encontro do Centro de Referência do Teatro para Infância, que é formado por Ana Luisa Lacombe, Deborah Serretiello e Gabriel Guimard. Tudo por ocasião do Dia Mundial do Teatro para a Infância e a Juventude, dia 20, sábado! No portal deles, tem umas perguntas para o  Gabriel Guimard, diretor da companhia de teatro Megamini e fundador da Rede Cultura Infância e do Portal Cultura Infância. Peço licença pra reproduzir aqui uma delas, que vai nos ajudar a refletir.  Quem quiser saber mais sobre a programação do encontro e do Itaú Cultural pode acessar o endereço http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1259&mes=3&ano=2010

Como é o atual cenário do teatro infantil no Brasil?
GABRIEL GUIMARD  – Percebo que o teatro para crianças no Brasil deu um salto quantitativo e qualitativo. Naturalmente com essa quantidade existem propostas meramente caça-níqueis, mas existe também o teatro infantil de qualidade, realizado por companhias e artistas engajados em oferecer o que há de melhor para as crianças. Pensando em termos nacionais, há problemas agudos em regiões como o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste. Falo delas porque o fomento, a formação, a difusão e a divulgação do teatro para crianças ainda é muito menor do que nos grandes eixos Sul-Sudeste. Salvo as grandes capitais do Nordeste, que mantêm uma produção de teatro infantil mais regular, as outras cidades têm uma produção mais voltada para atender às necessidades das escolas e com pouca pesquisa de linguagem e possibilidades de troca de informações. Acho que ações formativas e a circulação de espetáculos por essas regiões menos privilegiadas são essenciais para mudar o cenário.