Um restaurante para agradar todo o mundo árabe

Estadão

04 Outubro 2012 | 21h43

Stephan Kawijian, um libanês descendente de armênios, já morou na Líbia e na Itália. Hoje vive em São Paulo, onde comanda um restaurante, o Sainte Marie Gastronomia. “Sirvo comida de todo o mundo árabe”, afirma. Cuscuz marroquino, tabule, quibe cru e moussaka fazem a alegria dos fiéis clientes da casa.

Kawijian veio para o Brasil em 1987 porque sonhava ser jogador de futebol. Queria vestir a camisa do Flamengo.  Ao chegar aqui, no entanto, viu que não seria tão fácil. “Fiz o caminho oposto”, brinca. “Geralmente, o brasileiro vai jogar no exterior, é muito complicado um estrangeiro vir fazer carreira aqui.”

Longe da bola, Kawijian passou a se dedicar a produzir quitutes árabes, que começaram a ser distribuídos em empórios e supermercados chiques há 12 anos. Faz seis anos que o libanês montou, numa rua escondidinha da Vila Sônia, uma pequena rotisseria. A partir deste ponto, pouco tempo se passou até que mesas fossem colocadas e o negócio virasse restaurante. No ano passado, ele alugou o imóvel ao lado e duplicou o número de mesas.

O cardápio do Sainte Marie tem duas partes. Uma delas contém os pratos diários da casa: homus, tabule, esfihas (incluindo uma de chancliche) e o carro-chefe da casa, a coalhada seca. Ela é servida gratuitamente como couvert, mas porções extras são vendidas a R$ 17. “Tentamos fazer tudo da maneira mais natural possível”, diz Kawijian. A outra parte do cardápio é composta por sugestões de pratos que mudam todos os dias, como moussakas, harira (sopa marroquina de grão-de-bico) e tajine de cordeiro. As porções são sempre generosas e muito bem apresentadas. Vale a pena provar também as sobremesas. As porções são enormes. A recomendação é dividi-las.

Serviço:
Sainte Marie Gastronomia
R. D. João Batista Costa, 70, V. Sônia, 3501-7552
12h/15h (sáb., 12h/17h; fecha dom.)

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de Werther Santana/AE)