Sacolinhas eram de papel. E não custavam nada

Estadão

01 de abril de 2012 | 17h44

Acaba na próxima terça-feira, dia 3 de abril, o prazo de adaptação dos consumidores ao fim da distribuição de sacolinhas plásticas nos supermercados. Vai começar mais um round da briga travada entre estabelecimentos e consumidores. Em 25 de janeiro, mercados paulistas pararam de distribuir gratuitamente as embalagens. Os clientes deveriam fazer as compras com sacolas retornáveis, sacolinhas biodegradáveis – que tinham que ser compradas pelo consumidor – ou caixas de papelão distribuídas gratuitamente. A determinação foi da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Duas semanas depois, o Procon/SP anunciou que, se os estabelecimentos não oferecessem alternativas gratuitas para carregar as compras, seria obrigatório dar as sacolinhas sem custo algum. A cobrança pelas sacolinhas está proibida até o fim do prazo de adaptação.

Nos últimos dias, as redes sociais têm discutido essa questão. Tem gente apelando pela volta das sacolas de papel, como esta da foto acima, do Supermercado Jumbo-Eletro. Nos anos 1970, as sacolas de papel eram distribuídas gratuitamente a quem fazia compras. Elas foram substituídas pelos saquinhos plásticos por iniciativa dos próprios supermercados para reduzir os custos.

Mas existem lojas em São Paulo que nem tiveram que passar pelo problema, já mantiveram a tradição de distribuir sacos de papel sem custo algum. A Casa Santa Luzia, por exemplo, oferece gratuitamente sacos de papel kraft aos clientes. A embalagem, que circula desde 1982, está disponível em todas as compras do mercado.  Mesmo depois da resolução da Apas, o supermercado não passou  a cobrar pelas sacolas. “É quase uma marca registrada nossa”, diz Flávia Lopes, responsável pelo marketing da Casa Santa Luzia.

Por dia, são entregues aproximadamente 4500 sacolas aos visitantes do estabelecimento. A embalagem é grande e resistente: carrega até dez quilos de compras. “Há clientes que trazem as nossas sacolas de casa na compra seguinte”,  conta Flávia.  Outro local que distribui sacolas de papel é o Varanda. As embalagens são do mesmo tamanho que as plásticas e estão disponíveis para qualquer cliente.

Serviço:
Casa Santa Luzia
Al. Lorena, 1.471, Jardins, 3897-5000

Varanda
Pça. Deputado Dario de Barros, 401, Cidade Jardim, 3035-5855

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