Onde encontrar a zeppola, o doce italiano do Dia de São José

Estadão

15 de março de 2012 | 22h54

Na próxima segunda-feira (19), comemora-se o Dia de São José, um dos santos mais populares da Igreja Católica. O carpinteiro é o padroeiro dos trabalhadores e também das famílias. Os italianos comemoram o Dia dos Pais no Dia de São José. Um tradicional doce italiano – que começa a atrair os paulistanos – homenageia o santo.

A zeppola é uma espécie de rosquinha frita recheada com creme de baunilha e polvilhada com açúcar de confeiteiro. Na padaria Big Bread, no Ipiranga, os fiéis da vizinha Paróquia de São José – que realiza uma quermesse no dia – fazem fila em busca do quitute, que custa R$ 2,20.

Vendida desde a inauguração do estabelecimento, em 1996, areceita é fabricada no 19º dia de todo mês, mas a produção cresce em março. “Sete funcionários passam a noite anterior à festa fazendo os doces”, diz o gerente Paulo Rodrigues de Lima. A Big Bread espera vender este ano 10 mil zeppole – plural usado em italiano para a receita.

No bairro da Mooca, a tradição começou com o restaurante Di Cunto, que oferece a zeppola durante o ano todo desde a década de 1950. O gerente de marketing, Marco Alfredo Di Cunto Junior, estima que as vendas cheguem a 20 mil unidades nos três endereços da rede. “Os clientes compram várias unidades e presenteiam todos os amigos chamados José”, afirma Di Cunto. Para quem pretende comprar uma quantidade muito grande de zeppole (R$ 6) no estabelecimento, a recomendação é encomendar com antecedência.

A seção de confeitaria da Casa Santa Luzia, nos Jardins, oferece as zeppole de uma maneira diferente: em vez de frita, a massa de carolina do doce é assada. O creme do recheio é preparado com fava de baunilha e com um toque final de amarena. À venda por R$ 4,60, o quitute só estará disponível entre os dias 15 e 20 deste mês.

Proprietário da Asti, no Paraíso, o confeiteiro Angelo Perrella busca reproduzir a zeppola da forma mais tradicional possível. “Meu doce é quase idêntico ao que é vendido na Itália”, explica. “A única diferença é que o produto disponível na Asti não é frito no azeite, já que, segundo Perrella, deixaria o doce muito enjoativo. Em seu lugar, é utilizado óleo de coco.

As zeppole da Asti são decoradas com três cerejas. De acordo com o confeiteiro, isso faz parte da tradição italiana. “O número três homenageia a Santíssima Família, da qual São José faz parte”, conta. No dia do santo, o hábito é dar o doce de presente em múltiplos de três. O balcão da loja só vende zeppole em três dias do ano: 17, 18 e 19 de março. Nesse período, saem diariamente 5 mil unidades (R$ 6,50 cada). Perrella, que estuda a história da confeitaria italiana, conta que as zeppole costumavam ser fritos em barracas na rua. “Era bem parecido com a tradição brasileira do acarajé”, diz.

Serviço:
Asti
R. Cubatão, 580, Paraíso, 5573-9484

Big Bread
R. Agostinho Gomes, 1.880, Ipiranga, 2273-0771

Casa Santa Luzia
Al. Lorena, 1.471, Jardins, 3897-5000

Di Cunto
R. Borges de Figueiredo, 61, Mooca, 2081-7100

(Com colaboração de Míriam Castro)

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