Eduardo e Mônica, quem diria, não estão felizes com a Vivo

Estadão

13 de junho de 2011 | 21h08

A Vivo foi assunto nos últimos dias por causa do vídeo que fez junto à 02 Filmes e à agência Africa para a música Eduardo e Mônica, do Legião Urbana. Com 5 milhões de visualizações, a história do famoso casal foi o comercial online mais caro feito pela empresa até 2011. Mas será que os Eduardos e as Mônicas do Brasil, homenageados pela Vivo, estão satisfeitos com os serviços prestados pela empresa?

Resolvi dar uma conferida no Reclame Aqui, site criado para que consumidores expressem suas insatisfações com os mais variados serviços. Qualquer pessoa possa efetuar cadastro e expor a situação aos internautas. A reclamação ganha visibilidade e as companhias se mobilizam mais rapidamente para solucionar os problemas.

No ranking das mais reclamadas em 2010, elaborado pelo Reclame Aqui, a liderança é de sites de vendas e empresas de telefonia e televisão por assinatura. Das 11 primeiras colocadas, apenas duas simplesmente ignoram as reclamações: Oi (9º lugar), com nenhuma das 8092 mensagens atendidas, e Vivo (11º lugar), que não atende queixas pelo site desde 2008, com 6783 delas sem resposta. Selecionei algumas delas. Só de Eduardos e Mônicas.

Mônica Aparecida Moreira diz que os pais idosos não aguentam mais as ligações diárias que recebem da Vivo. “Meus pais estão incomodados em passar o dia inteiro atendendo os operadores da Vivo para dizer que não conhecem a pessoa que eles procuram e pedindo para não ligarem mais”.

Eduardo Ferreira da Silva reclama que está com problemas em seu modem 3G: a internet está muito lenta e aquém do prometido pela empresa. “Agora estou navegando a 18kbps, não dá para ver nada. Espero ser ressarcido ou que desbloqueiem a internet”.

Mônica Vanessa Pinto não consegue usar o bônus que tem para falar entre celulares da mesma operadora. “Nada de resposta até agora. Fui para Belo Horizonte e não consegui fazer ligações, e a Vivo diz que eu tenho R$ 2653,09 de bônus. Como, se não posso usar?”

Eduardo Albuquerque da Silva comprou um netbook e ganhou um modem da Vivo de brinde. Só que a empresa se recusou a entregá-lo na casa dele, já que considerava o bairro dele (Guaianases, na zona leste de São Paulo), uma “área de risco”. “Graças a Deus esta empresa não é um hospital”, escreveu ele.

Esta Mônica não diz o sobrenome, mas não está nem um pouco satisfeita com as cobranças que ainda recebe pela conta 3G que cancelou. Além disso, o modem novo não funciona. “Cada vez que telefono para o 1054 fico por volta de 2 horas com o atendente. Já foram mais ou menos 12 vezes e não resolvi nada”.

Eduardo Aguiar diz que recebeu mais de 100 mensagens de texto tarifadas de um serviço de notícias que não solicitou – mesmo após pedir o cancelamento.

Outra Mônica diz que não recebeu o aparelho que o namorado – seria o Eduardo? – comprou pela loja virtual da Vivo, mas que a empresa declara o produto como entregue.

A lista é imensa. Poderia ficar maior ainda se colocássemos os outros homenageados pelo comercial – Alessandros e Tatianas, Rafas e Marianas, Déboras e Clovis, Marcos e Claudias,… Ah, Vivo, responde para esse pessoal, vai! Pode ser chamada a cobrar…

(Com colaboração de Míriam Castro)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.