Viúvas de Seinfeld, Friends e afins estão noutra. E se multiplicam

Cristina Padiglione

03 de julho de 2007 | 01h49

Estudos encomendados ao Ibope pelos canais pagos vistos aqui endossam que o interesse (leia-se audiência) do público por séries cresceu, em porcentual, bem mais que a média de audiência da TV paga como um todo, nos últimos dois anos.

Portanto, quem se fitava em febres como “Friends”, “Sex and the City” e até “Seinfeld”, num passado quase remoto, para apostar que nenhum dos títulos atuais carrega histeria similar àqueles por tantos anos, repare bem na multiplicidade de opções da temporada e na soma de público arrastada por tantos pacotes e maratonas. São investigações criminais que não acabam mais, dramas hospitalares a sangrar de vista, defensores da ordem naquela Casa Branca (mais bem-amada na ficção que na vida real) e, vá lá, algum resquício do comportamento que sustentou as febres do passado.

Mais: já não é bem a tal moçada que segmenta esse target. A platéia vai do nicho Malhação ao sujeito que já esbarra nos seus 40 anos. É o pessoal que se criou nesse vício desde “Seinfeld”, por exemplo, e foi ficando na sala para as cenas dos próximos capítulos.

Em tempo: este blog entra em férias pelos 10 dias a seguir, ou mais ou menos isso. Inté lá.

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