Vila Sésamo volta ao Brasil, com humanos em cena

Vila Sésamo volta ao Brasil, com humanos em cena

Cristina Padiglione

01 de outubro de 2014 | 16h55

Ligadas ao governo federal, comandado pelo PT, e ao governo estadual, liderado pelo PSDB, TV Brasil e TV Cultura, respectivamente,  esqueceram as diferenças e resolveram colaborar mutuamente em prol do bom cartaz para ambas. As duas TVs públicas vão dividir a conta do orçamento que permitirá a volta da Vila Sésamo ao Brasil, com produção e personagens locais.

Em 2007, a Cultura chegou a produzir uma temporada da série que fez sucesso na emissora na década de 1970. Nessa produção mais recente, a realização do programa aqui ficou restrita a esquetes com uma personagem especialmente criada para a versão brasileira: a monstrinha Bel.

Agora, a nova Vila Sésamo, com estreia prevista para o 2º semestre de 2015, prevê mais de um personagem brasileiro e a participação de humanos, o que a aproxima mais da  versão dos anos 70, em que Sônia Braga, Armando Bogus e Aracy Balabanian interagiam com os bonecos. Mesmo esses tinham um jeito todo particular de ser, lembrando que Garibaldo era azul (o amarelo, cor original, não oferecia contrastes à TV em preto-e-branco, ainda muito presente nos domicílios brasileiros) e era magistralmente interpretado por Laerte Morrone, cuja dublagem em nada lembrava a apatia do Garibaldo mande in USA.

Hoje e amanhã, produtores da Sesame Workshop, importados para cuidar da concepção da Vila Sésamo Brasileira do Século 21, como eles dizem, dão expediente na sede da TV Cultura, acompanhados de profissionais da emissora paulista e da TV Brasil. Consultores, diretores e roteiristas trabalham nas demandas da criança brasileira e, de quebra, já pensam em um produto capaz de abraçar todas as mídias audiovisuais, da TV ao celular, passando por tablets e laptops.

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