Vale Tudo é o máximo, mas não vale para todos

Vale Tudo é o máximo, mas não vale para todos

Cristina Padiglione

09 de novembro de 2010 | 18h40

Convém lembrar, diante de toda essa nostalgia a que a reprise de Vale Tudo no canal Viva nos remete, que a novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères não foi feliz na escolha da Globo para uma coprodução com a Telemundo.
Primeira novela feita em parceria com a emissora dirigida ao público hispânico nos Estados Unidos, Vale Todo esbarrou na intolerância dos mexicanos, que fazem a maioria do universo de imigrantes naquele país, no que se refere (como diria Dilma) às maldades de Maria de Fátima contra a própria mãe.
Para os mexicanos, mãe é mais que mãe, é figura sagrada.

Também em sua primeira reprise pela Globo, ali pelo ano de 1992 (sim, estou corrigindo isso no dia seguninte ao texto original, onde constava 2001, conforme acusam os comentários abaixo), Vale Tudo foi ao ar pelo Vale a Pena Ver de Novo, no início da tarde, e não foi nem metade desse sucesso que agora se verifica na frequência paga.
Embora o atual fenômeno Vale Tudo se derrame em plena madrugada, era bem mais inviável, a boa parte desse público, acompanhar a saga dos Roitman e das Acioli naquele horário de sesta desrespeitada no Brasil. Fosse na Espanha ou na Itália, quem sabe?
De mais a mais, em 92 ainda estávamos na batalha contra a inflação, já acumulávamos a decepção pelo Collor, mas o choque pelo contraste com 89 era infinitamente de menor impacto.

A entrada de Odete Roitman na novela está prevista para o capítulo de hoje. Prepare-se para a diversão. Ver dona Odete na pele de Beatriz Segall é Master Card, não tem preço, porque é ato capaz de exorcizar todos os nossos males.
Vale Tudo.
Vale a pena.

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