US$ 100 milhões por ano até 2009: são as contas da Globo para novos investimentos

Cristina Padiglione

03 de abril de 2007 | 19h16

A Globo reuniu a imprensa no Hotel Hyatt, hoje de manhã, em Sampa, para anunciar seus planos para 2007, na programação, na produção, no comercial, na estrutura, na engenharia, enfim, uma parafernália de eventos que não acaba mais.

A cena foi apresentada por Zeca Camargo
Quatro executivos discursaram: Fernando Bittencourt, Diretor da Central Globo de Engenharia, Anco Saraiva, Diretor da Central Globo de Marketing, Roberto Buzzoni, Diretor da Central Globo de Programação, e, por fim, Octavio Florisbal, o Diretor-geral da casa.

A mensagem ali transmitida, nada subliminar, foi a seguinte: a Globo ainda detém o dobro da audiência da emissora segunda colocada, seja ela SBT ou Record (nos painéis lá apresentados sobre a audiência de 2006, a emissora B ainda era SBT, como ainda é hoje no Painel Nacional de Televisão do Ibope).

É bem verdade que por bons pares de anos a Globo detinha o dobro da soma de todas as outras emissoras, e não apenas o dobro da segunda colocada. Mas a sua liderança é incontestável e, pelos planos ali apresentados, o plim-plim está longe de caminhar a reboque da concorrência.

Na síntese, falou-se de e sobre:
* O início das transmissões em TV digital (a data marcada para todos os canais em São Paulo é 2 de dezembro deste ano; o Rio fica para o primeiro semestre de 2008 e as demais capitais virão a seguir).
* Audiência, muita audiência: em 2006, na média do Painel Nacional de TV, a Globo foi líder em 98%, tendo empatado em 2%; em São Paulo, a liderança foi de 96%, com 4% de empate; e no Rio, berço da emissora, a liderança foi de 100%.
* Um clipe muito bem editado, com narração da voz padrão Dirceu Rabello, apresentou as novidades, ou não, na programação do ano.
* Nas contas da exportação, as novelas chegam hoje a 60 países e o futebol vendido pela Globo, a 180 nações.
* Ainda nos planos para o exterior, a Globo ensaia parcerias de co-produção, em especial na área de novelas, seja em língua inglesa ou espanhola.
* No segundo semestre, a emissora volta a circular por Portugal, de onde está longe desde que o seu ex-canal pago por lá, o GNT-P, perdeu a vaga para a Record Internacional. O retorno se dará com o próprio canal Globo Internacional, distribuído para o resto do mundo, mas sem as novelas, que em Portugal são prioridade do canal aberto SIC.
* Florisbal afirmou que são bem-vindas as linhas de crédito que o BNDES disponibilizará para os investimentos demandados pelas emissoras na implantação da TV digital, mas avisa que a Globo não usará nadinha desse crédito: pretende caminhar com recursos próprios.
* O investimento da emissora para este triênio (2007, 2008 e 2009) é da casa de US$ 100 milhões por ano, incluindo os gastos com a TV digital e com o ramo da construção civil, digo, uma série de obras estão em andamento sob os domínios do plim-plim, inclusive um novo edifício na sede do Brooklin, em Sampa, já quase pronto, e a duplicação de centros de produção e de serviços no Projac, Rio.