TV paga chora pelo ponto extra

Cristina Padiglione

11 de agosto de 2008 | 18h49

Onde é que a defesa pela cobrança do ponto extra de TV paga poderia ser tão convicta, tão associada a uma questão de justiça? Na ABTA, claro, a feira da Associação Brasileira de TV por Assinatura, anunciada aos quatro ventos como a maior do setor na América Latina.

No evento, que começou hoje e vai até quarta-feira, no Transamérica Expo Center, em Sampa, o pessoal que vive disso voltou a chiar pela falta de compreensão da Anatel. O governo chegou a vetar a cobrança, temporariamente retomada pelo setor graças a uma liminar na Justiça. E, enquanto a coisa não ganha caráter definitivo, haja saliva para essa turma argumentar que ponto extra não é igual a extensão de telefone; ponto extra funciona, segundo eles, como uma linha extra, visto que pode-se sintonizar outro canal. Na comparação com o telefone, oras bolas, é como se fosse outra conversa, defendem.

Houve quem extravazasse seu descontentamento com a Anatel porque a possível suspensão do ponto extra representará perda expressiva no faturamento. Os cobradores de TV paga temem ainda que a liberação provoque uma festa do caqui, onde todos os assinantes se sintam convidados a botar TV paga na garagem, no banheiro e na varanda.

Mas, vem cá: o cabo ou a antena que leva o sinal de determinada operadora a determinada residência já não está ali? Se há um custo extra para instalar o decoder do ponto extra, por que não se cobra só pela instalação? Alguém sabe responder qual é o custo de manutenção que justifique a cobrança mensal pelo serviço?

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