Teste do sofá na era da internet

Cristina Padiglione

02 de setembro de 2006 | 14h28

São de deixar os mais bizarros sites pornôs no chinelo as fotos que teriam causado o afastamento de Fábio Guimarães, então um dos diretores do programa “Zorra Total”, da TV Globo. Destinatária das tais fotos por e-mail, uma figurante do humorístico denunciou o caso à alta direção do plim-plim e provocou a demissão do diretor.

Agora circula pra lá e pra cá, na concorrência televisiva e entre coleguinhas e inimiguinhos da mídia impressa, um e-mail com esse conteúdo. São closes que apresentam o assanhamento do sujeito, com foco nos atributos do incauto garanhão. Por motivos óbvios, não convém (e nem vale a pena) reproduzir nada disso aqui.

O caso denuncia a “internetização” do velho e inevitável Teste do sofá: vitrine e promoção profissional em troca de favores sexuais (termo oportunamente usado pela colunista Fabíola Reipert no jornal “Agora SP”).

A internet bem que torna o Teste do sofá uma facilidade sem precedentes, mas também dá às vítimas a faca e o queijo para quebrar as pernas do remetente. A extinção da prática, no entanto, independe de internet, celular ou o coisa que o valha. Sempre haverá alguém disposto a propor algo do gênero e sempre haverá gente disposta a fazer a permuta.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: