SBT toma gosto por reprise e repete “A Casa dos Artistas”

Cristina Padiglione

13 de outubro de 2008 | 18h16

Olha o efeito “Pantanal” aí, gente.

Já que a reprise de 18 anos atrás, produção alheia que é, vai tão bem na fita do Ibope, o SBT resolveu vasculhar a própria gaveta.

A “Casa dos Artistas”, primeiríssima edição, e melhor exemplar nacional de reality show baseado no formato “Big Brother”, voltou ao ar sem eira nem beira hoje à tarde. Ocupa aquele recém-criado show vespertino mal acabado, o tal “Olha Você”, de Claudete Troiano e cia.

Pra quem não se lembra, em 2000, após longa negociação com a holandesa Endemol, onde conheceu toda a engenharia de câmeras, cenário, regras e afins do “Big Brother”, o SBT desistiu do negócio. E, em 2001, como raríssimas vezes na história da televisão, um programa estreou sem que ninguém soubesse um só detalhe sobre seu processo de produção. E, como nunca antes na história desse país (licença, presidente)um programa de que ninguém nunca tinha ouvido falar bateu o clássico “Fantástico” no Ibope.
O cenário foi erguido bem ali ao lado da casa do próprio Silvio Santos, no Morumbi. Dentro do imóvel, o então diretor de elenco Fernando Rancoleta promoveu uma mistura humana explosiva, ao confinar Bárbara Paz com Alexandre Frota, Núbia Oliver, Supla, Leandro Lehart, Mari Alexandre e Matheus Carrieri, entre outros.

A Globo, que então já era parceira oficial da Endemol no Brasil, alegou plágio, foi à Justiça, tentou tirar o programa do ar. Nada. Liminar aqui, liminar ali, a coisa foi ficando.
Depois o seu Silvio tentou repetir o sucesso numa segunda edição, mas, ao não ver resultado imeditato na estréia, começou a mexer nas regras do jogo em plena partida e o público lhe deu as costas.

Mas Supla e Bárbara Paz tornaram “A Casa” ligeiramente picante para o horário agora proposto pelo SBT. Há ali uma coisa “Nove Semanas e Meia”, morango na boca, venda nos olhos, vela pingando, edredon em movimento, ui. Bárbara venceu o páreo. O romance, pena, não sobreviveu ao mundo real.

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