Record cutuca SBT e leva a pior

Cristina Padiglione

20 de junho de 2009 | 20h10

A Record mexeu com quem não devia.
Nascido e criado sob as asas de Silvio Santos, Gugu Liberato criou vôo próprio e tem todo o direito de seguir seu rumo em outro canal.

Mas, ao oferecer 3 milhões mensais para ter o pupilo do patrão, a Record saiu no prejuízo. Senor Abravanel tentou manter Gugu em casa e, ao que constava até ontem, não obteve sucesso.

Agora Silvio carrega da Record duas cartas importantes na emissora, Eliana (ela própria, também nascida e criada sob as asas de Silvio, com quem concorre aos domingos e não raramente vence) e Roberto Justus.

Veja bem, pode-se gostar ou não de Roberto Justus, mas ele era, efetivamente, um dos, senão O, maiores ímãs de anunciantes da emissora do bispo Macedo. Como a Record vai bem de quantidade mas ainda sofre larga rejeição do público AB, no quesito qualidade de audiência, a saída de Justus, por si só, já não compensa a chegada de Gugu. A saída de Justus e Eliana, então, equivale a preju na certa.
Justus traz prestígio, anunciantes, público AB e, de quebra, também audiência quantitativa. A Record é que não contava com a astúcia do Homem do Baú.

No frigir dos ovos, a gargalhada do Silvio se dá por último.

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