Record queima pólvora adoidado

Cristina Padiglione

02 de março de 2010 | 15h11

Vi ontem o penúltimo capítulo de Poder Paralelo e não quero perder o derradeiro, hoje, por nada. As duas mocinhas que pleiteiam o coração do herói (mafioso, mas herói, veja bem), Signore Toni Castellamare (Gabriel Braga Nunes), ameaçam abandonar o barco. Num discurso de desprendimento total, avesso à regra clássica de que as moçoilas é quem sempre esperam pelo casamento, Lígia (Miriam Freeland) e Fernanda (Paloma Duarte) anunciam, uma para a outra, e daí ao telespectador, que não estão dispostas a encarar essa rotina de vendetti, tiro pra cá, tiro pra lá, cativeiros, farcs, sicilianos e outras modalidades mafiosas que fazem o métier do ser amado por ambas.

O capítulo de ontem caprichou no consumo de pólvora cênica. Com tiroteio digno dos morros cariocas explorados pela Record em produções anteriores, sempre de Marcílio Moraes, como “A Lei e o Crime”, o bicho pegou na área externa da casa onde aquele mala do Bruno (Marcelo Serrado) foi acuado pelo sempre genial Toni. Como gosta de tiroteio, essa Record.

Mas a decisão de quem ficará com Toni só será anunciada hoje, e é coisa para o fim do capítulo. E juram os súditos de Lauro César Muniz que ele não revelou o desfecho nem às paredes. A ver.