Rafinha Bastos fala de sua volta à Band em ‘A Liga’

Rafinha Bastos fala de sua volta à Band em ‘A Liga’

Cristina Padiglione

22 de agosto de 2013 | 14h13

Como dois namorados que não se permitiram discutir muito a relação e partiram direto para a solução de quem “dá um tempo”, Rafinha Bastos e Bandeirantes retomam as relações após dois anos de afastamento. Na próxima terça, o ex-apresentador do CQC  volta à tela da emissora para fazer participações especiais no programa A Liga, onde também atuava antes de deixar a emissora.

Rafinha não volta a integrar o elenco fixo da Liga, mas estará em cena nessas condições de participações especiais até o fim da temporada atual, que vai até o início de 2014. O programa previsto para a volta é Mulheres no Funk. Já gravou também histórias para outras duas edições – uma sobre saúde mental e outra em torno do universo dos nerds.

Em 2011, o humorista deixou a Band motivado pela repercussão negativa de uma piada, dita na bancada do CQC, envolvendo a cantora Wanessa Camargo, à época grávida. O negócio rendeu processo judicial, outras piadas, protestos, a fama de mau e um vácuo entre ele e os ex-companheiros do CQC. “Eu teria uma semana pra falar sobre isso, mas não vou falar porque vou me arrepender amargamente”, disse ao Estado, anteontem, em uma mesa do Frey Café, bar de sua propriedade, em São Paulo. Chama a atenção para o fato de nunca ter feito qualquer comentário sobre o que Marco Luque ou Marcelo Tas falaram sobre o episódio de sua saída. Também ressalta que brincou em várias ocasiões com o xis da polêmica que o afastou da Band, sem nunca ter desdenhado da emissora.

“Eu quero me reaproximar do Marcelo em algum momento e dizer: ‘cara, a gente construiu muita coisa legal, eu já vi muita coisa que você falou, não me ofendeu, não me agrediu, mas acho que a gente tem que parar de falar disso’. É como ex-namorada: depois de algum tempo, você vai lembrando que havia alguma coisa legal entre a gente.”

A metáfora da namorada está concretizada nas relações com a Band em um vídeo protagonizado por Rafinha e publicado no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=nAGHKZMDh7E) com direito a frases como “eu tava com saudade” e “eu também tava”. No final, ele diz que “comeria… o filé mignon”, outra alusão à piada que resultou no fim do “namoro”, dois anos atrás.

No fim das contas, o afastamento da Band lhe rendeu outras frentes de trabalho. Desenvolveu suas produções para a internet, criou o quadro de entrevistas  8 Minutos, produziu, escreveu e atuou em outros tantos vídeos, sem falar na versão nacional do Saturday Night Live que fez para a RedeTV! – apesar de já sepultada pela emissora – e da série no canal FX, que liderou a audiência entre os canais pagos no horário em que foi ao ar.

O retorno à TV aberta pede alguma consciência sobre a cobrança a seguir. Diz estar preparado para ser submetido a comparações de audiência e acredita mesmo que toda desgraça envolvendo seu nome gere mais audiência para quem a publica, seja site, revista, jornal ou programa de fofoca. “O que dá mais audiência? É dizer que eu não dou audiência. O que vende mais? Dizer que o Rafinha chutou uma velhinha na rua ou que o Rafinha ajudou uma velhinha a atravessar a rua? É claro que dá mais audiência dizer que eu chutei.”

Lembra que a piada com Wanessa coincidiu com o período em que sua mulher estava grávida. “Não é curioso?” Ainda em 2012, foi convidado pela Band a voltar para A Liga, mas, com o filho bebê e uma série de projetos para a web, mais a série na Fox, declinou. Não era o momento, como chegou a dizer em entrevista à TV Estadão, e A Liga demanda muita dedicação.

A condição de participação especial foi uma alternativa encontrada por ele e por Diego Barredo, amigo pessoal e diretor da Band responsável por sua volta à emissora.

 

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