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Que saudade de Paradise…

Cristina Padiglione

31 Janeiro 2008 | 19h47

Alô, nobres leitores: que me perdoe a licença-maternidade, mas alguns itens não podem passar em branco.
Relendo os posts anteriores foi que eu me dei conta de que havia algo premente a corrigir. Tinha dito que “Duas Caras” se sustenta.
Pois agora digo o seguinte: de todas as vezes que me enganei, e não foram poucas, essa foi certamente a mais grave. Como é chaaaaata essa novelinha! Mais didática que novela de Glória Perez. Toda cena tem um antes e um depois, com repetição de causa e efeito. Os closes abruptos voltaram aos idos de “Roque Santeiro” _ sem o conteúdo de “Roque Santeiro”, diga-se, só para citar uma das tantas genialidades no passado de Aguinaldo Silva, que levou aquela trama de Dias Gomes nas costas e agora tropeça nas linhas do horário nobre.

Há uma concepção mexicana no ar. Tudo vem mastigadinho, como se não fosse dado ao espectador a chance de pensar.

Saudades de Paraíso Tropical. E que falta faz um Olavo Novaes em cena, munido, é claro, por um Wagner Moura em foco.