Por que ninguém se interessa pelo acervo da TV?

Cristina Padiglione

20 de setembro de 2006 | 19h44

A televisão brasileira completou (não se pode falar em comemoração, que festa, a bem dizer, não houve) 56 anos de vida esta semana. Ontem, em cerimônia para poucos, muito poucos, dona Vida Alves, a eterna atriz do primeiro beijo na TV, pilotou palestra e breve exposição de painéis nas dependências do MIS.

A Pró-TV, associação dos pioneiros comandada por Vida, tem hoje mais de 300 horas de depoimentos gravados por figurões que construíram a TV no Brasil. Vários desses, como Walter Avancini, Walter Forster e Raul Cortez, já se foram. Além de DVDs, vídeos em VHS e CDs, há 2.500 fotos compondo um acervo sem patrocínio, sem abrigo, sem interesse de ninguém.

Há anos a Pró-TV vive de tapinhas nas costas. Bancar a manutenção desse acervo é gesto que de certo não há de custar fortunas a qualquer empresa disposta a ficar bem na fita. A pergunta é: por que ninguém se manifesta para patrocinar um negócio que, em tese, deveria ser disputado a tapa?

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.