Por que as mexicanas são tão over?

Cristina Padiglione

25 de outubro de 2006 | 19h14

Cruzes.
Uma breve parada no SBT, e lá está, estampado na tela, um desfile de pancake, ruge, laquê, rímel e muuuuuito tafetá em figurinos à luz do dia.
Isso é na “Feia Mais Bela”, versão da Televisa para o hit colombiano “Betty, A Feia”. Na teen “Rebelde”, a seguir, o laquezão é substituído pelos fios chapeados, digo, submetidos à chapinha.
Por que as novelas mexicanas são tão over? E a obra não se resume à caracterização. As seqüências que saltam de planos abertos para closes se dão com sutileza de pata de elefante.
É coisa que aqui se viu pela última vez quando a Globo reprisou “Roque Santeiro” (1985) no “Vale a Pena Ver de Novo”.
Zapear das novelas da Record e da Globo para a tela do SBT é um choque no túnel do tempo.
Salva-se “Cristal”, produção baseada em texto mexicano, mas feita aqui nos estúdios da Anhanguera, com toda a honestidade que o orçamento permite. Mas “Cristal” também se quebra esta semana: o último capítulo vai ao ar na sexta.

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