Paulo José: “Nunca deixei de ser bobo”

Paulo José: “Nunca deixei de ser bobo”

Cristina Padiglione

16 de novembro de 2013 | 23h53

FREDERICO ROZARIO/ESTADAO

 

O Estadão deste domingo publica uma entrevista que fiz há três dias com Paulo José, na casa dele, no Alto da Gávea. (http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,vida-que-inspira-arte,1097456,0.htm)

Na conversa, ele fala sobre as restrições e não restrições que o Parkinson provoca na sua vida e como levará a doença ao enredo da próxima novela das 9 da Globo, “Em Família”.

O que não fez parte da nossa conversa, mas me foi enviado depois, por e-mail, é um depoimento por escrito do ator e diretor, sobre como ele soube que tinha Parkinson, há 20 anos, como e quem o ajudou e como vem lidando com isso, sem deixar de trabalhar.

Na reportagem publicada no Estado, citei algumas informações desse comovente relato, mas não houve espaço físico no papel para reproduzir a citação, adorável citação, que ele faz a Clarice Lispector, no final do texto. Diz o seguinte:

 

“O mais importante é que nunca deixei de ser bobo. Para citar nossa escritora (Clarice Lispector), ‘ser bobo é ter boa fé, não desconfiar e, portanto, estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem sabe que venceu. É quase impossível resistir ao excesso de amor que o bobo provoca… O bobo é capaz de excesso de amor e só o amor faz o bobo’.”

 

 

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