Patrícia Poeta deixa o Jornal Nacional. Renata Vasconcellos assume o posto

Patrícia Poeta deixa o Jornal Nacional. Renata Vasconcellos assume o posto

Cristina Padiglione

15 Setembro 2014 | 09h07


Patrícia Poeta deixará o Jornal Nacional no dia 3 de novembro, assim que as eleições se consumarem.

A informação foi anunciada pela Globo por meio de comunicado distribuído à imprensa na manhã desta segunda-feira. Segundo o texto, ela se dedicará a um novo projeto na área de entretenimento, destino que também levou a ex-apresentadora do noticiário, Fátima Bernardes, a tomar  novos rumos.

Renata Vasconcellos, que há menos de um ano deixou o Bom Dia Brasil para se mudar para o Fantástico, assume o JN, ao lado de William Bonner.

Poliana Abritta ocupará a vaga de titular do Fantástico, com Tadeu Schmit.

A Globo informa que o prazo de Poeta à frente do JN por três anos foi determinado assim que ela assumiu o posto, o que jamais foi divulgado naquela ocasião ou de lá para cá.

Assim, a decisão que agora se anuncia é uma surpresa para todos.

ADENDO publicado via edição do post às 11h24:

A decisão foi anunciada na manhã de hoje também para os funcionários da casa, incluindo o time do Jornalismo.

Ao informar que Poeta havia aceitado o cargo com validade para deixá-lo, a direção da Globo tenta amenizar, já que será impossível evitar de todo, as teorias da conspiração provocadas por uma mudança dessas proporções em pleno período eleitoral.

Poeta de fato flerta com o entretenimento há tempos. No período em que morou em Nova York, chegou a cursar cinema na NYU e, já de volta ao Brasil, explorou narrativas que passavam longe do factual no Fantástico.

O que ninguém em sã consciência do que representa esse posto consegue aceitar é o discurso de que tudo já tinha prazo para acabar. Imagine você aceitar uma proposta do seu empregador com esse discurso: “Tudo bem, estou honrado de ocupar esse cargo, mas daqui a três anos eu quero fazer outra coisa”. Ainda mais na Globo, onde toda restrição é encarada como uma desfeita.

Seja lá como for, isso não dá aos especuladores de plantão elementos para atribuir a saída de Poeta a questões políticas. Pode-se cogitar qualquer coisa relativa a pesquisas de público que tenham apontado para essa dança de cadeiras, pode-se até pensar em incompatibilidade de temperamentos ou química na bancada, mas penso que a questão é interna, nada a ver com pressões de fora, como já circula por aí.