“CQC” foi unanimidade na eleição da APCA

Cristina Padiglione

09 de dezembro de 2008 | 01h55

A Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) se reuniu na noite desta segunda-feira para chegar a um consenso sobre os melhores de 2008 na dança, na música, no cinema, no teatro, na literatura e, entre outros pontos, na TV (e não é que tem gente, como eu, que ainda acha que esse tubo produz arte?).

Patrícia Pillar foi escolhida melhor atriz, por todas as barbaridades ditas por aquela Flora na novela “A Favorita”, e sem que a atriz altere drasticamente seus angelicais músculos faciais.

O autor da história, João Emanuel Carneiro, estreante no horário, foi outro premiado (não antes de se concordar que há um zilhão de forçadas de barra no seu excelente enredo).

O melhor ator foi Guilherme Weber, pelo grande papel da bicha maldita (porque sarcástico e dono de uma sinceridade cruel) na minissérie “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral.

Premiou-se, ainda na Globo, o musical “Por Toda a Minha Vida”, de produção irregular, uma pena. O título rendeu boas edições, inclusive com reconstituições que escaparam do ridículo, aproveitando boas imagens de arquivo em tom documental, de Nara Leão a Mamonas Assassinas, passando por Chacrinha.

A ESPN Brasil foi agraciada pelo belo documentário sobre a Copa de 1958.
A melhor série foi “9 milímetros”, produção nacional exibida pela Fox.

Houve quem contestasse o prêmio para João Emanuel, houve quem citasse Murilo Benício em vez de Guilherme Weber, houve quem achasse que a série “Alice”, da HBO, merecesse mais do que “9 mm”, e houve até quem botasse em dúvida a maestria de dona Patrícia Pillar.
Mas não houve quem discordasse da escolha do “CQC” como programa de humor. O produto importado da Argentina, pilotado aqui por Marcelo Tas na Band, foi a unanimidade do grupo.

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