Paraíso fecha com 56 pontos no ibope

Cristina Padiglione

28 de setembro de 2007 | 23h12

Tantos foram os chutes na bolsa de apostas para o final de “Paraíso Tropical”, que a maior surpresa do último capítulo foi a paternidade de Ivan (Bruno Gagliasso) e a morte do personagem, logo em seguida.
Diacho, o sujeito, sacaneado a vida toda pelo irmão de pela mãe postiça, morre bem na hora em que teria acesso a uma das maiores fortunas do país? Filho de um sujeito louco pra ser pai? Cruel, muito cruel.

Bem disse Gilberto Braga na pista-mor: vocês vão se surpreender mais com o motivo que resultou na morte de Taís (Alessandra Negrini) do que com o assassino em si. Quem diria que o Ivan era filho de Antenor Cavalcante (Tony Ramos)?

E a audiência não queria exatamente um final feliz para Olavo (Wagner Moura) e Bebel(Camila Pitanga). Ela, sim, contava com a torcida da platéia, mas o cara não, né? Sujeito invejento, escroque, sem qualquer chance de regeneração. Nem final de novela daria jeito nele.
Bebel representou bem o circo das CPIs, virou amante de senador em Brasília e estava felicíssima com o assédio dos flashes. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência, já avisam todas as novelas naqueles créditos que percorrem a tela ao final de cada capítulo.

Foram 56 pontos de média de audiência, segundo dados da audiência preliminar do Ibope na Grande São Paulo. Um recorde para “Paraíso”, que superou o final de “Páginas da Vida”, novela anterior, de Manoel Carlos, encerrada com 53 pontos. De cada 100 televisores ligados, 80 estavam sintonizados na Globo durante o horário do capítulo final de “Paraíso”. É gente à beça (cada ponto equivale, em São Paulo, a 54,4 mil domicílios com TV). Mas “Belíssima”, por exemplo, que antecedeu “Páginas”, rendeu 60 pontos em seu último capítulo.

Por falar em Manoel Carlos, ninguém me tira da cabeça que a Nelly, personagem de Beth Goulart deslumbradona pelo modo de ser e viver do Leblon, era um grande sarro de Gilberto Braga e Ricardo Linhares à obsessão do outro autor pelo dito bairro, cenário de todas as novelas de Maneco e onde uma militante teve o dedo arrancado a dentadas nas últimas eleições.

No mais, por “Paraíso”, já sofro crise de abstinência pelas saudades a vir de: Daniel Dantas, Chico Diaz, Tony Ramos, Wagner Moura, Camila Pitanga, Marco Ricca e Hugo Carvana.

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