Paraíso é um alívio

Paraíso é um alívio

Cristina Padiglione

17 de março de 2009 | 20h34

Antes de mais nada, convém perguntar como é que alguém, na direção da Globo, poderia supor que “Negócio da China” fosse mais negócio para resgatar a audiência perdida no horário das 18 horas do que “Paraíso”, a novela que agora se apresenta às 6 da tarde. É que “Paraíso” deveria ter sido produzida antes, mas perdeu o lugar na fila para “Negócio”, na vã esperança da emissora em atrair a fatia jovem perdida no bolo de audiência.

Agora, sob o crédito de Benedito Ruy Barbosa, temos aí uma boa história e, dado essencial, bem contada, a provar que invenções hi-tech de nada servem quando a prosa não funciona.

Coisa rara na sucessão de folhetins, “Paraíso” deu mais audiência, ao estrear, que “Negócio da China”, ao acabar. Em geral, mesmo novela ruim atrai gente para conferir a desgraça final. No caso do folhetim de Miguel Falabella, nem isso. Acabou com 23 pontos, enquanto a outra estreou com 25.
“Paraíso” conseguiu seduzir 47% do total de televisores ligados em seu primeiro dia no ar. “Negócio” fez, na média de todos os seus capítulos, 37% de share, a tal participação entre o total de TVs ligadas.

De cinco anos para cá, Globo e SBT perderam audiência no horário, enquanto Record e Band ganharam.
E, tão certo quanto o fato de muita gente estar desligando a TV é a crescente (e saudável) pulverização da audiência.


E será que “Paraíso” se apega ao lay-out de “Pantanal”?

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