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“Paixões Proibidas” vale a transgressão

Cristina Padiglione

15 Novembro 2006 | 00h59

Bela, a produção da Band e da RTP. “Paixões Proibidas”, a novela que estreou nesta terça, tem direção bem competende. O texto, além da média, merece a classificação de biscoito fino que aqui se anuncia. A direção de arte é caprichada. Idem para a iluminação, quesito em que a Record, por exemplo, chegou a tropeçar ao produzir seus folhetins. E o elenco, diga-se, também tem desempenho que supera as expectativas de um casting extra-Globo.

É novela de época sem pasmaceira e, como título co-produzido pelos lusos, amém, sem gerundismos. Tudo está a acontecer, o que é um alívio para os ouvidos.

Ainda que haja aí uma promessa (não da Band, mas dos olhares alheios) de uma versão “Dona Beja” (produção da extinta TV Manchete em que a época recatada não impedia que todo mundo se despisse em cena), nem assim há que se ver “Paixões Proibidas” com algum veto. Vale a pena sintonizá-la.