O peso de ser “Vitrine”

Cristina Padiglione

28 de outubro de 2008 | 20h28

Não deixa de ser um fardo (glorioso, mas fardo) para Rodrigo Rodrigues e Sabrina Parlatore comandar um programa como o “Vitrine”, que comemora 18 anos no ar neste sábado, 1º de novembro.
De Leonor Corrêa a Marcelo Tas, tantas foram as cabeças bacanas que cruzaram aquela trilha, tantos os dribles no lugar comum de cada época, que torna-se difícil, para quem toma a frente do título, apontar para qualquer coisa que cheire a vanguardismo.

Na edição deste sábado, com todos ali reunidos (Marcelo Tas, Maria Cristina Poli, Renata Ceribelli, Leonor Corrêa, Cássia Mello, Nelson Araújo e Maria Antônia Demasi), o programa rememora cenas que justificam sua fama de bandeirante, desbravador teleguiado, com ganhos na linguagem, tecnologia e conteúdo.

Durante a gravação da edição comemorativa, o time se divertiu, entre um replay e outro, com os figurinos do passado (dá-lhe ombreira em qualquer casaquinho) e com os penteados de então, dos cachinhos de Renata Ceribelli aos já escassos fios de Tas.

Sempre espirituosa, Léo Corrêa, hoje restrita ao backstage da Record, onde dirige “O Melhor do Brasil”, mostrou que faz falta diante das câmeras. Não de qualquer câmera. Não vale recorrer àqueles programas de fofoca que ela, visivelmente contrariada, um dia pilotou. A existência de uma Léo Corrêa sem aproveitamento na tela é mais um dos zilhões de indícios de que sobram talentos para a tímida disposição dos executivos de TV em inovar seu pacote de idéias.

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